domingo, 8 de maio de 2011

Feridas

Eu sei que não deveria fazer, mas eu faço. Eu vasculho o passado e reviro coisas empoeiradas. Jogo tudo no chão e fico observando e me remoendo. Descobri. Eu gosto do sofrimento, gosto da sensação, gosto daquela dorzinha gostosa que ri de mim e diz:

- Eu te disse que era, é e sempre será melhor. Viu? Eu te avisei que seria perfeito para sempre. Com você ou sem você. A escolha foi sua. A escolha errada foi exclusivamente sua... Viva com o seu erro. Conviva com a sua perda.

Eu admito, eu procuro por ela, eu quase imploro que a frustração venha me visitar. E quando ela chega, eu faço a velha cara de choro e finjo que não gosto da sua presenca. Mas eu sei. Eu sei bem que no fundo, eu gosto. Sou eu quem sempre mexe na ferida querendo que ela doa novamente.

...
E, no fim, ainda tenho a cara de pau de dizer que não sou feliz com o que tenho.

2 comentários:

Vivi Eyng disse...

Sabe que em alguns momentos me pego fazendo exatamente isso...
Será algum tipo de T.O.C.I. (transtorno obsessivo compulsivo incurável)? hunf!!!!

Daniel Savedra disse...

pois é, a dor também vicia, mas ela faz a gente entender o riso também, beijos