
"Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua." Martha Medeiros

"Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua." Martha Medeiros

Como os dias andam bonitos... =)
Não sei sobre o que quero falar hoje. Talvez eu devesse falar sobre como é incrivelmente gostoso trabalhar com crianças. Ontem eu estava pensando sobre isso... Como elas nos fazem bem, apesar de serem os seres mais cruéis da face da Terra... =)
Criança não tem medo de nada. Ela não tem medo de carinho, não tem medo de sorrir, não tem medo de chorar, não tem medo de ousar, não tem medo de fazer tudo o que tem vontade. E se ela não faz nada disso, tem alguma coisa errada.
Eu leciono para várias idades: desde o quarto ano (8, 9 anos) até a 3ª série do Ensino Médio (16, 17 anos), por isso, vejo quase todas as fases dessas pessoinhas “futuro da nação”... E vou te dizer... de todas as fases, a que acho mais gostosa é a infância. Tudo bem, eu sei, crianças gritam, têm a voz esganiçada, choram por qualquer coisa e criam caso o tempo todo porque "alguém roubou a borracha”, mas elas são fofas. Eu as adoro e, acredite, descobri isso há muito, muito pouco tempo...
Adoro quando eu chego na escola e elas vêm correndo me abraçar, antes mesmo de entrar na sala. Aliás, quantas vezes eu nem tenho aula com elas, estou indo pro Ensino Médio ou pra outros lugares da escola e elas vêm agarradas pela minha cintura, me contando as últimas novidades ou apenas me enchendo de beijos. Adoro chegar na sala e elas virem todas em cima de mim, ao mesmo tempo, falando sem parar, me deixando zonza e quase me derrubando de tanto abraço misturado com assuntos novos - aliás, de onde elas tiram tanto assunto?? Não sei...
Ontem, eu parei por um momento e fiquei observando-as com um pouco mais de calma. Elas sentem o que a gente sente, é incrível. E elas percebem tudo o que acontece conosco, afinal, nos observam o tempo inteiro. Aprendem o tempo todo com o que veem - coisas boas e ruins - e dizem tudo o que sentem, não importa se você quer ouvir ou não...
No final da aula, as meninas sempre gostam de ficar arrumando os meus cabelos. E os meninos sempre gostam de me contar as histórias mais mirabolantes do mundo. E eu gosto. Gosto dos penteados novos que ganho todos os dias e gosto de ouvi-los, com toda sonoplastia e interpretação dignas de Oscar... Gosto da forma genuína como elas demonstram amor, não com presentes caros ou estardalhaço, mas com o que realmente importa... Gosto de sentir o quanto sou querida e admirada por eles, os meus pequenos, mesmo sendo eu quem sou: a crazy girl. Mas e daí?? Eles ainda não aprenderam a julgar as pessoas apenas pela embalagem...
Descobri que tenho aprendido muito com aquelas pessoinhas em miniatura. Tenho aprendido a ser mais gentil, a ser mais carinhosa, a ser mais sincera, a ser mais otimista, a ser mais solidária... Tenho aprendido com elas que a vida é muito legal e por isso tem que ser vivida sem stress, e que se eu amo alguém de verdade, devo demonstrar isso. E não importa quem é a pessoa e nem muito menos porque eu a amo. Importa que eu a amo e que preciso demonstrar isso! Afinal, para as crianças o tempo é uma coisa tão abstrata que não adianta pensar muito no que vem depois... Aliás, vem algo depois??
Às vezes, fico pensando que um dia elas vão crescer... e fico tentando prever que tipo de adulto elas serão... Se permanecerão com aqueles corações lindos, se continuarão tão dispostas, se ainda saberão respeitar os mais velhos, se ainda demonstrarão o que sentem sem medo, se, se, se... Gostaria que ficassem assim para sempre, do jeitinho que são hoje, mas sei que é impossível. Então, o que peço é que continuem como agora... tão amáveis. Por dentro e por fora. E que, principalmente, continuem ensinando tantas coisas boas às pessoas ao seu redor.
Depois que eu descobri esse tesouro, ficou mais fácil entender porque os pais amam tanto os seus filhos...
E, confesso, enquanto escrevo isso, estou me lembrando de vários rostinhos, vários sorrisos e várias vozinhas finas perguntando: "Elem, hoje a gente tem aula contigo?" Ai, e elas nem sabem como são importantes para mim...
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E a eterna dúvida permanece: na relação professor x aluno, quem aprende mais: aquele que está a frente da turma, com seu guarda-pó, ou aqueles pequeninhos que nos observam com seus olhinhos brilhantes e com as suas mentes pipocando de curiosidade?? Eu já decidi o meu voto... e você??


O problema do amor é que quando ele acaba, nunca acaba para ambas as partes simultaneamente.
Você ainda tem várias coisas a serem ditas e sabe que ninguém mais quer ouvi-las. Você ensaia todas as frases que gostaria de falar pra ele, pensa em encadernar todos os textos tolos que você escreveu e enviá-los via Sedex para o ser amado, pensa em ir até o dito cujo chorar, gritar, espernear e tentar convencê-lo de que o seu amor é o suficiente para os dois. Sim, você ainda tem muito a dizer, mas a realidade é que ele não quer mais ouvir. E mesmo se ouvisse, num recado deixado na secretária eletrônica, por exemplo, ele não daria a importância devida.
E você se pergunta para onde pode ter ido todo aquele amor que ele dizia sentir. Sumiu? Acabou? Como sumiu? Como acabou? Que raio de sentimento é esse, o amor, que ao invés de existir a dois, insiste em ser unilateral? Por que ele sempre surge quase que concomitantemente, mas, na hora de ir embora, ele só se vai da vida de um dos envolvidos? Se isso é o tal do sentimento nobre, não quero nem pensar em como são os “não-nobres”...
A medida dele acabou. E você, que ainda tem a sua bem cheia, de repente, se agarra a desculpas que te confortam: diz que é carma de outra vida, diz que é um tempo, mas que voltarão e terão um happy end, diz que ele te ama, mas que algo sério deve ter acontecido... Coisa nenhuma. Se ele não está contigo é porque a parte dele acabou, a porção mágica de amor que havia nele terminou antes, bem antes, que a sua. Quer saber? Não é carma, não é história de filme, não é a mãe dele: ele não te ama mais e pronto. Aceite isso e viva com a sua dor, sonhe com a sua dor, sofra com a sua dor, chore com a sua dor. Já dizia a Marisa Monte “a dor é minha e de mais ninguém”... Sim, a dor é sua. Unicamente sua.
Quer saber o que eu acho? Acho que o amor é um egoísta que ri de nossas caras. Ele ri quando resolve brincar de “não quero mais” e vai embora deixando que alguém se ferre sozinho, deixando alguma pobre criatura se perguntando o que fazer com aquela bosta de sentimento gigante que ainda existe dentro dela... Ele ri. O amor ri, o outro ri, o mundo ri. E vc? Você chora, sofre, pragueja e deseja que o mundo inteiro pague por aquela dor que você não suporta mais sentir... E além de tudo, ainda tem as malditas palavras, aquelas que você sonha dizer ao outro todos os dias, mas sabe que elas simplesmente minguarão em sua garganta, secarão e serão engolidas uma a uma à força porque ninguém, ninguém quer saber. O outro não quer saber. E dói saber disso. Dói saber que o seu choro é em vão, dói saber que ele nem pensa mais em você, dói saber que ele continua vivendo como-se-nada-tivesse-acontecido. Dói e dói pra caralho. Até que um dia você se acostuma à dor e até passa a achar que ela será sua companheira eterna... e talvez até venha a ser mesmo.
E você segue, ou tenta seguir, ou finge seguir, ou finge tentar, sonhando e desejando ardentemente despejar em cima do outro, daquele que te abandonou, todas aquelas promessas de séculos atrás: “você prometeu me amar eternamente! Seja homem e cumpra sua promessa!!” Não importa se você encontrá-lo hoje ou daqui a 20 anos, você ainda assim quererá esbravejar tudo o que foi engolido goela abaixo por você... Mas não, ele não cumprirá nada... não há nenhum contrato que o obrigue a amá-la eternamente.... O amor sumiu, acabou, fugiu, foi pra PQP... E ninguém jamais poderá explicar o porquê disso...
Ele não te ama mais, ele não vai voltar, você não vai dizer nada, ele não vai ouvi-la e nem muito menos se convencer. O amor dele acabou e o seu não. O que fazer? Reaprenda a viver... ninguém sabe quanto tempo isso dura, o dele acabou, mas e o seu? Ainda poderá perdurar por mto tempo ou não.... se vc tiver sorte, a sua parte pode fugir assim de uma hora para outra também. Reaprenda a viver. Reaprenda a viver sem ele. Reaprenda a viver com você e encare a realidade: o amor, depois de morto, não renasce. É assim com todo mundo: medidas desiguais. Essa é a grande realidade... medidas desiguais.
Todo término é difícil. Fato. Mas acho que pior do que a perda do dito cujo, é a perda da rotina.
Todo domingo vocês faziam a mesma coisa: ficavam em casa, agarradinhos na cama assistindo à Dança dos Famosos ou então ao Smallville. Gostavam também de ouvir e analisar as letras dos CDs do Frejat, rindo e se deliciando com os versos de amor do carioca mais romântico do mundo. Aos sábados, curtiam aquela bandinha e dançavam juntinhos sob o som de baixos e guitarras. À noite, nos finais de semana, costumavam fazer um lanchinho naquele pé sujo da esquina de casa e, durante a semana, você preparava aquela jantinha gostosa pra vocês dois... Tomavam banho, comiam juntinhos, viam o jornal e/ou a novela e depois de fazer um amorzinho gostoso (ou não) vocês dormiam de conchinha. Pelo menos nos 15 primeiros minutos. Tudo muito lindo.
Mas um dia, alguém resolveu que não queria mais essa vidinha. E só pra colocar uma linha no raciocínio, vamos imaginar que ele não quis mais essas coisinhas aí. Ele resolveu em um bendito dia e em uma bendita hora pôr os pezinhos para fora sua vida. Disse um “sinto muito e adeus” e se foi. Ótimo, ele se foi. Você pode me dizer como fica a vida e a “rotina” depois que ele se foi?
Explique-me, por favor, como continuar ouvindo o Frejat? Como ver Smallville ou a Dança dos Famosos? Como continuar fazendo as caminhadas no final de tarde na orla se aqueles eram os passeios românticos de vocês? Não, sinto informar, não tem como fazer mais. Creia-me, o problema maior não será ele ter te abandonado - coisa a que, aliás, você sobreviverá... O problema verdadeiro será ele ter levado, junto com ele, a sua vida e com ela esse monte de coisinhas que você gostava de fazer e que agora, sinto muito, você não conseguirá mais realizar.Pelo menos por um tempo.
Por um tempo será bom você se privar desses "pequenos EX-prazeres". E esse tempo será mais do que bom... ele será necessário. Porque, por mais que você gostasse de tudo aquilo, não será mais a mesma coisa sem ele. Agora, as músicas, as bandas, os programas de TV, tudo terá um outro contexto que não mais aquele que te fazia suspirar. Por isso, querida amiga, o melhor a se fazer é se afastar um pouco desses eventos. Pelo menos até a dor passar ou até a ferida cicatrizar. Afinal, a menos que você seja extremamente masoquista, você não vai querer ir ao show da banda onde vocês deram o primeiro beijo na semana seguinte ao término, vai? Ou será que pra curar a ressaca moral do término, você quererá passar o final de semana justamente naquela praia em que ele te pediu em namoro (ou casamento, sei lá)? Duvido.
Acredite, depois de um tempo, passa. Tudo passa. Eu, por exemplo, demorei muito tempo para voltar a fazer determinadas coisas e algumas tive que deletar mesmo da minha vida (não dava para continuar assistindo ao Clark Kent depois de perder duas ou três temporadas inteiras - rs). E eu, que sou a rainha das frases clichês, usarei mais uma como ilustração... Sabe aquela frase “Ah... isso me lembra tanto o fulano...." ?? Então, essa frase é real. Certas coisas te lembrarão realmente, fazer o quê? Fugir, óbvio!
O grande lance é conseguir reverter uma coisa que seria ruim (tá, uma coisa que é ruim) em algo que seja bom ou muito bom pra você... Que tal aproveitar a sua então solteirice para respirar novos ares, conhecer novas pessoas, lugares, programas e estilos musicais? “Ah, mas eu gostava daquele jeito....” Mulheres... sempre querem choramingar pelo leite derramado.. Eu sei que você gostava, mas já pensou na possibilidade de encontras novos gostos e quem sabe até um novo gato nessas novas andanças? Hein, hein?!?! Gostou da ideia, né? Eu sabia... rs Pensa assim: Vai que numa dessas de novas escolhas, aparece um novo ser que vai te trazer novas rotinas, novos cotidianos e novos seriados pra sua vida... Ui, delícia!
Garanto que depois de um tempo você conseguirá ouvir a coleção de cds novamente sem mais doer. Até vai lembrar: "Poxa, o fulano gostava desse cantor", mas não passará de uma recordação. Não doerá mais. E quando você olhar pro lado e ver o novo gatão, vai pensar: “Será que eu não tinha nada mais útil pra fazer do que ficar em casa assistindo ao Faustão nos domingos????” Vai te fazer falta nos primeiros meses? Vai, não vou te iludir. Mas depois, você tira de letra... O ser humano supera tudo... Pensemos então assim.... Tudo pode ser utilizado a nosso favor. Basta estarmos dispostas a isso. Por que eu vou ficar me lamentando porque não "posso" mais caminhar pela orla? Sabe o que farei ? Caminharei pelo parque... É assim que as coisas funcionam... E quanto a dor passar, olha que maravilha, eu passarei a ter não apenas uma, mas sim duas opções: a orla E o parque! Vamos então olhar pra frente, enxugar as lágrimas e abraçar o que a vida nos oferece. Afinal, “tudo tem o lado bom... até um pé na bunda nos atira pra frente!” Combinado então ? E morte à viuvez rotineira!!!