quinta-feira, 16 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Primeiro dia

Conta a lenda que os dias que antecedem o aniversário são os piores possíveis. Bom, tendo eu feito aniversário ontem, espero que isso seja verdade e que a coisa mude de rumo. Sinceramente.
De repente me bateu uma dúvida: você continua vindo aqui ? Se continua, te direi algumas coisas. Se não, não tem importância, vou falar mesmo assim. Eu juro, juro mesmo que eu queria que num passe de mágica você deixasse de existir. Não, eu não pergunto por você, eu não quero saber de você, na verdade, se você morresse não me faria a menor falta. Não moveria um dedo sequer para saber o motivo da causa mortis. E acredite, isso é sincero. Então por que será que as pessoas insistem em me trazer notícias suas ? Querido, eu desconheço a sua existência... Você é pra mim tão nada quanto o lixo do meu vizinho. E por que então escrever algo pra você ? Para que os meus amigos entendam, de uma vez por todas, que eu não quero saber nada, absolutamente NADA sobre você. Entenderam ? Ótimo.
Dane-se se você está feliz, triste, bonito, feio, magro, gordo, de aliança, sem aliança... F***. Eu não quero saber. A sua namorada pode ser a miss simpatia... eu não me interesso por ela. Quero que vocês dois morram e adentrem as portas do céu juntos, felizes e de braços dados. Não acredito em felicidade construída em cima de tristeza alheia. E ponto. Por isso, não preciso mencionar o que acho sobre o caso citado.
Acho você um filho da p* de marca maior. E sempre vou achar. O resto do mundo pode te achar o cara mais gente boa da face da Terra, mas eu penso diferente. Pra mim, você não é homem. Você não passa de um moleque mimado, um babaca imaturo e machista. A única coisa que presta em você, ou melhor, em você não, a única coisa que presta do que vivemos foram os textos que escrevi sobre a nossa relação. De resto, é resto mesmo. Você é resto. Coisa podre. Sem vida. Aquilo que os urubus querem para se alimentar. E como eu já disse antes, não preciso disso. Graças a Deus, estou acima disso.
Porém, sei que você tem uma boca gigante e falou demais sobre a gente. Aí, sou obrigada a ouvir até hoje sobre a sua pessoa (como hoje). O pior é as pessoas falarem da "professora" com quem você tinha um relacionamento sem saber que a "professora" sou eu mesma. Nunca entendi a sua cabeça doente, mas hoje fiquei mais de cara ainda. Se é que isso é possível. Aliás, vindo de você, sempre é.
Enfim. Só digo uma coisa: maldita hora que abri a porta para você entrar na minha vida. Porque foi uma contaminação tão grande que até hoje vêm marés com seu nome. E pra piorar, somos professores, conhecidos e que vivemos numa cidade que é um ovo. Ouch.
Querido, pra finalizar: morra.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Não me pergunte o porquê

"o pior é chorar calado
quando ninguém te ouve
e quando todos acham que vc é forte demais... "
Postado por As cartas que não mando às 20:24

XX comentários:
Elem disse...
As suas palavras hoje foram tudo pra mim. Porque choro, mesmo quando o mundo inteiro continua a me achar a pessoa mais forte do mundo. Às vezes o peito dói e os outros não entendem porque não estão acostumadas a te ver chorar. E você então escolhe chorar baixinho, escondido, por baixo das cobertas, pedindo apenas que Deus te olhe um pouquinho e te dê um sono tranquilo e que te faça esquecer suas dores... Aquelas q você não tem coragem de contar... Sabe quais ? Essas mesmas.. Hj descobri q minha fortaleza foi construída para esconder um medo imenso de algo que não tenho coragem de confessar. Sendo assim, escondo-me. Escondo-me por ser fraca e frágil. E é isso. Saudades.
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Talvez você não saiba, mas eu choro. Descobri hoje que tenho medo. Um medo inimaginável de algo que não tenho coragem nem mesmo de confessar. Sim, eu sei, você vai dizer que sou forte, que não está acostumado a me ver chorar. É verdade, desde sempre, nunca chorei em público. Nunca soube lidar bem com a dor, por isso sempre escondi a existência dela. Como alguém que esconde um monstro no fundo de um porão ou sótão. Aprendi desde cedo como chorar sozinha, escondida, sem que ninguem perceba. Buscava meu quarto e meu travesseiro quando queria chorar dores e feridas não cicatrizadas.
E hoje ler os seus versos, esses aí de cima, abriu uma cratera no meu peito que já estava com um fissura bem marcada. Já chorava quando li as suas palavras. Lágrimas já rolavam pelo meu rosto quando deixei que meus dedos fizessem esse comentário "copiado e colado" para que os outros leitores também possam ter acesso. Sim, tive vontade hoje de simplesmente experimentar a sensação de chorar junto com alguém. Ou de alguém. Mas, adivinhe, não tinha esse alguém. Estava só.
O mais assustador foi perceber que existe um medo enorme dentro de mim. Foi estranho perceber que todo o meu castelo é feito de areia, mas de areia molhada para que de longe, ninguém perceba o quão frágil e fácil de derrubar ele é. Estranho ? Muito. Senti-me carente, sozinha, fraca. Quis orar. Pedi a Deus respostas mas nada veio... Nada ouvi... Nada senti. Sentei-me aqui diante desta tela e deixei que mais uma vez meus dedos fizessem o trabalho por mim... Continuo sozinha, como quando era uma criança, chorando por baixo das cobertas e desejando que o sono venha rápido e me traga um novo dia. Um dia tão sem tempo que não me deixe pensar nas minhas próprias feridas. Acho que isso explica tudo. Talvez, a Márcia tenha razão. Talvez eu também use máscaras e há tanto tempo que eu nem saiba mais diferenciar quem sou eu e quem não sou.
É isso.
Estou triste. E nem precisava dizer.

domingo, 5 de julho de 2009

Treinamento

Pois bem. Tive uma semana com vários acontecimentos. Tive várias ideias legais para textos que possivelmente seriam mais legais que esse. Mas por algum motivo (des)conhecido, estou bolada. E resolvi falar sobre isso. E ponto.

Tá, eu sei, já aprendi: o mundo não faz sentido. Eu sei disso. Tudo bem, já entendi também que eu erro pra caramba. Eu estou começando achar que eu sou um "erro ambulante". E (muitas) vezes, começo achar que o maior dos meus erros é justamente morar na cidade em que moro. Não, eu não vou embora, não quero ir embora... Mas penso nas coisas que me fogem dos dedos por morar aqui. Mas como eu ia dizendo...

A história é a seguinte. Conversava eu hoje com alguns amigos meus, amigos mesmo. Dos muitos que tenho fora de Florianópolis, obviamente. Um de Minas e dois do Rio. Aí, papo vai, papo vem e eles bem felizes com suas namoradas/esposas. Mas fiquei meio bolada com uma frase específica: "lendo o seu texto sobre o medo, resolvi arriscar e comecei a namorar a menina que eu estava ficando." E continuou: "é como você escreveu: medo pra quê ? Resolvi arriscar como você falou". Eu li as frases e pensei: legal, estou fazendo algo de bom para alguém. O blog serve para alguma coisa. Aí fiquei pensando e analisando a minha situação especificamente. E me senti meio cansada de preparar coisas para outras pessoas. Entende o que eu digo ? Sinto que minha vida é um constante treinamento. Parece que estou sempre treinando, ajeitando, arrumando e preparando alguém PARA OUTRA! Sempre converso sobre isso com a Lilica, mas hoje a frase do Otávio entrou no meu cérebro direto, como uma bala certeira. E sinceramente, dá pra saber quando vai aparecer o alguém que foi preparado PARA mim e não POR mim ?? Que saco, isso... rs

Aí pensei no fato de morar onde moro. De novo. Inevitável. Pensei que em todo lugar é assim: o cara surge, desestabelece você, a coisa acontece e tudo fica bem. Mas aqui não. O cara surge, te desestabelece e... E. Para por aí. Entende o que digo ? Ontem mesmo, vi mais uma vez essa cena ridícula acontecendo com uma amiga... Sim, porque não falo isso por mim, não (até porque a única vez que dei trela para um cara daqui, ele só me comprovou tudo o que penso sobre o gênero masculino da ilha de Santa Catarina), porém, fico observando situações alheias. Tenho várias amigas, todas enroladas com algum cara bem desse tipinho que descrevi aí. Ou seja, aqueles que aparecem, nutrem a expectativa, o romance e depois ficam em cima do muro. Que não sabem se casam ou se compram uma bicicleta. Ui, Deus me laivre desse tipinho de Florianópolis e região... Às vezes, o individuo nem é daqui, mas absorve o costume da região... sabe como é.

O texto está confuso? Sigam meu raciocínio.

Você é legal, bonita, inteligente e gente boa. Aí, conhece um camarada. Esse camarada é legal, bonito, inteligente, gente boa, MAS, não está pronto para namorar - segundo ele. Ótimo. Você resolve investir nele mesmo assim. Afinal, ele está sozinho e não tem ninguém a vista. Passam horas juntos, conversam, saem, batem papo, ele te diz que gosta de sua companhia e blá blá blá. MAS AÍ, de repente, da noite para o dia, ele vem com um papo torto de que "graças a VOCÊ, ele está pronto para se relacionar com alguém. E que conheceu uma menina que é tudo que ele sempre quis". E ainda finaliza com um beijo no rosto e com um "obrigado por tudo!" Você, menina que mora em Florianópolis, já ouviu esse papinho ? É, eu também. E metade das minhas amigas também. Bem-vinda ao clube. Daí você, menina-legal-bonita-inteligente-gente-boa para e fica com cara de bocó. Se olha no espelho e pensa "o que eu fiz de errado ?" e chora. Honey, o problema não é você, creia nisso. O problema é (d)ele. Só isso.

Outro exemplo: você conhece um rapaz, namora, ele é um filho da p*** com você. Você termina com ele, obviamente. Daí, ele chora, esperneia, diz que se arrependeu, que não fará mais nada de errado, que ele já aprendeu tudo o que não se deve fazer. Claro que ele aprendeu com e graças a você. O sofrimento que "você" causou, fez com que ele aprendesse a dar valor. Beleza. Algumas semanas depois o mesmo indivíduo aparece com uma aliança no dedo, feliz, com uma nova menina ao lado. Então, você começa ouvir de todos os conhecidos: "nossa, como fulano mudou..." Você pensa: "Desgraçado". É, eu sei, revolta. Normal. Dava pro indivíduo ter aprendido ANTES de namorar você ? Dava para ter sido treinado por alguma outra menina que não fosse você mesma ? Hummm... não.


Acho que quando Deus criou as pessoas, deve ter feito algum tipo de classificação. E com certeza eu estava na escala de “trainner”. É a minha única explicação. O que espero ? Sinceramente ? Que exista alguma outra trainner perdida por aí que esteja capacitando muito bem o meu menino. Porque olha... eu tenho treinado muito bem os meninos das "outras"... Quer saber, se demorar muito, peço baixa dessa categoria e mando mundo plantar batatas. E tenho dito. Rs

Beijos e boa semana para todos.

sábado, 27 de junho de 2009

Tal mãe, tal filha


De tempos em tempos sou assaltada por um modo menininha de ser. Quando vêm esses dias, me enfio em um salão de beleza e trato de fazer o "faxinão"... Confesso que geralmente não sou menininha a esse ponto. Não, não sou tão vaidosa quanto gostaria de ser e nem muito menos quanto a cidade em que moro pede que eu seja. Faço tudo por obrigação, não tenho saco para ficar plantada em um salão cheio de mulheres neuróticas todo final de semana. Até gostaria de ter, mas não tenho. No máximo, faço as unhas semanalmente, mas sinceramente ? Ultimamente nem elas têm recebido tanta atenção... Enfim. MAS ontem acordei meio inspirada. Foi o tal dia de princesa que a gente chama. Quer dizer, nem tanto, né, Elem... rs

Enfiei-me em um salão logo após o almoço. Fiz as unhas, retirei os pelos excessivos, cortei o cabelo. E como era o meu dia de inspiração, olha que abusada, além de cortar franja estilo colegial - o que já é uma grande ousadia - ainda fiz a tal da "escova inteligente". Sabe-se lá Deus o porquê desse nome, mas... rs. Sempre gostei dos meus cachos, continuo gostando, obviamente... Mas essa tal escova aí me deixa penteada por muito mais tempo, e sinceramente na correria que ando, qualquer tempo poupado pra mim é uma maravilha. Mesmo que seja o pequeno tempo de passar uma escova (ou pente - que seja) nos cabelos.

Esse lance de vaidade é engraçado. Minha mãe sempre foi super-hiper-mega vaidosa. Daquelas que não passam uma semana sem dar um oizinho no salão... Nem que seja só pra retocar as raízes ou dar um brilhinho extra no esmalte. Daquelas que têm tooooodos os cremes possíveis e imagináveis nas prateleiras do banheiro e do quarto. Eu cresci vendo isso. Ela se arrumava toda pra trabalhar, se enfeitava, se embonecava, se perfumava, se lambuzava com 30 tipos diferentes de cremes... Além disso, passava horas nos salões fazendo - e desfazendo - cabelos, unhas e tudo mais que fosse possível. Já chegou ao cúmulo de trocar a cor dos cabelos três vezes em um mesmo dia! Cresci ouvindo-a dizer que eu era uma "decepção" pra ela... porque afinal de contas ela sempre sonhou em ter uma filha "menina" para ser tão arrumada e vaidosa quanto ela, e veja só, nasci eu, que nunca gostei dessas coisas... Tadinha! Eu sinceramente ficava com dó quando ela me enfeitava toda pros aniversários e eu simplesmente queria tirar tudo e dizia que queria ir com uma roupa mais "confortável"... Lógico que ela não deixava. Ainda bem... rs

Até hoje é assim. Às vezes, eu estou de bobeira na sala e ela começa a falar do meu cabelo... Que eu deveria pintar de tal cor ou cortar de tal jeito. Outras vezes, ela aparece com recortes de jornal, me mostrando as tendências de corte para o inverno ou verão. Eu, básica que sou no visual, olho e neeeem aí... Respondo simplesmente com um: "bonito mesmo". Mas daí sentar-me naquela cadeira com aquela inspiração toda da Lilia Cabral ("repica, repica, repica"), nem pensar. Mesmo.

Agora em julho farei trinta anos. E confesso que nos últimos meses descobri que alguns cremes realmente são necessários. E às vezes, lembro-me que tenho que passá-los. Mas só às vezes... Hoje mesmo, estava lá corrigindo provas e vi uma revista de cosméticos e pensei “preciso comprar um antissinais”... É, acho que as coisas mudam com o passar do tempo... rs

Bom, quanto ao cabelo, ainda não sei se o resultado ficou legal, ainda não lavei as madeixas... A “senhora das tesouras” me aconselhou a lavar o cabelo um ou dois dias depois do tratamento. Nesse frio que está hoje, confesso que nem faço questão mesmo de lavar... Mas... já já descobrirei como ficou. Inevitável. Só sei que tenho um problema agora: com a franja na testa, meus cabelos brancos ficaram à mostra. Ai... acho que terei que seguir os conselhos da minha mãe e jogar "umas luzes pra disfarçar"... Será ? rsrs

Cremes, cortes, luzes... ixi... será que minha filha também terá uma mãe vaidosa ?? hehehehe

Beijos e boa semana para todos!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Para muitos.

Sim, eu odeio o medo. Odeio gente que tem medo de tentar, de errar, de acertar, de quebrar a cara. Gente que tem medo da solidão, da tristeza, do fracasso. Faz tempo que não falo sobre isso, mas hoje esse pensamento me sondou novamente. Acho que é porque eu me perguntei mais uma vez, de repente: se ficarmos parados, qual será a graça ? Por que o medo de tentar ? Por que o medo de tentar ser feliz ? Se não conseguir, paciência. Parado também não se está conseguindo nada...

Tentou e não foi como queria ? Maneiro, vida que segue. Depositou expectativas num relacionamento que não deu em nada ? Acontece, coisas da vida. Pare de ficar choramingando pelos cantos, lastimando o leite derramado. Não adianta ficar tentando lamber o chão para conseguir beber o que caiu... você não vai conseguir e ainda ficará com um gosto horrível na boca. Acredite, é assim que funciona. Você tem medo de quê ? Medo da solidão, de não encontrar alguém, de descobrir-se um ser normal na multidão ? Meu bem, quem te disse, onde está escrito que temos que viver sob a guarda de alguém ? Que tal ser feliz assim, consigo mesmo primeiro ? Manter-se prisioneiro em nome de uma felicidade que nem existe é tolice. Pura.

Relacionamentos começam e terminam todos os dias. Não se preocupe, você não será o primeiro. Também não será o último. Eu já passei por isso, outras pessoas já passaram por isso, o mundo inteiro já passou por isso... e ninguém morreu. O lance é erguer a cabeça, parar de ter dó de si mesmo, levantar e seguir em frente. Colocar outras pessoas no lugar, sair, fazer festa, pegar todas ? Também não sei se esse é o caminho. Por mais que você ache que é isso que tem que fazer, não caia nessa. Dê-se um tempo. Curta-se. Você está sozinho, não morto, e nem muito menos com uma doença terminal. E além do mais, você é um cara legal! Merece passar um tempo a sós com você para descobrir isso... Se dê esse presente, no final das contas, vai descobrir como isso faz um bem danado.

Tá, eu sei, é aquela velha história: fomos programados desde sempre para nascer, crescer, reproduzir e morrer. Você acorda e pensa que ela não está mais ao seu lado. Você deita para dormir e pensa (de novo) que ela não está mais ao seu lado. Dói ? Sim, eu sei que dói... mas encare, acabou. Ela está feliz, em outra... É duro ? É. Muito. Mas deixe-a viver, ser feliz, livre... você não estava mais trazendo isso pra ela. E seja sincero, você também não estava mais feliz. Por que continuar então ? Deixou de ser saudável.... há tempos... e você sabe disso.

Bom, quer um conselho ? Vou dar mesmo assim. Você tem amigos verdadeiros. Descubra-os. Eles são tesouros na sua vida... e acho que você precisa limpar o seu tesouro. Olhá-los novamente, mas com novos olhos. Limpe sua visão, volte à vida. Estamos todos aqui te esperando. Lembre-se disso. O amor surgirá novamente. Daqui a pouquinho ele estará aí, batendo na sua porta... mas enquanto ele não bate, viva. Cuide do seu corpo, do seu cérebro, fique bem, feliz, são e sóbrio... Porque se o amor chegar, você estará pronto. Mas se ele não vier, não se preocupe, você terá conseguido o melhor de tudo: paz interior.

Pra fechar: esqueça o medo. Ele só nos impede de viver. E viver é o maior de todos os presentes. Agradeça todos os dias pelo seu... e não o desperdice.

Um grande beijo,
Elem

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Congresso no Feriadão!! Uhull

Atendendo a pedidos, lá vai o texto sobre o feriado.

Viajamos na quarta-feira à noite para Gramado. Fomos a trabalho – 15 professores da escola onde leciono. Participamos de um congresso muito bom sobre dificuldades de aprendizagem, área que me interesso muito por sinal - e quem me conhece, sabe disso.

Bom, lá fomos nós. Lugar lindo, gostoso e frio. Muito frio. Ficamos por lá uns quatro dias estudando e curtindo aquele arzinho gelado da serra gaúcha. Delícia, claro. Voltamos um pouquinho mais pesadinhas, mas isso, obviamente, é detalhe. Tenho certeza que valeu a pena... As lembranças de todos aqueles chocolates quentes, fondues, galetos e pizzas reconfortam qualquer consciência pesada... rs

Pois bem.

Acho que o melhor da viagem foi a companhia. De verdade. Passamos várias horas agarradas umas às outras. No hotel, no curso, no almoço, nos passeios, no hotel novamente, no quarto... E isso estreitou os laços que já existiam. Me fez conhecer um pouquinho mais a Talita, a Ana, a Rafaela, a Juliana, a Cris, a Angela, etc etc etc... Porque sim, eu adoro as meninas, eu já sabia disso, mas passar 24h na companhia de alguém te faz ver coisas que não se vê no dia-a-dia... E olha que legal: descobri que elas realmente são show de bola! Fiquei muito contente com isso...

As palestras também foram demais. Aprendi muitas coisas e confirmei muitas das práticas que já utilizo em sala de aula. É sempre muito bom ouvir alguém que entende do assunto, alguém que sabe o que está falando: aprender com "feras" como Marcos Meier, Joe Garcia, Isabel Parolin e tantos outros não é pra qualquer um... Definitivamente, produtivo ao extremo. Maravilhoso!

E aí, claro, tem as histórias engraçadas... Tem o casaco pegando fogo na boate, tem a Rafaela e eu conversando enquanto dormíamos, tem os "Alpes suínos"... Tem também a mulherada querendo comprar (e comprando) todos os chocolates das lojas da cidade... Eu disse chocolates ? Mas não era apenas isso... queríamos também os cachecóis, as luvas, as toucas, as roupas de frio, as botas... ah, as botas... tão lindas... E o milhão de fotos ? No ônibus, nas ruas, nos termômetros, nas lojas, nos parques, nas praças, nas decorações... Na volta para casa, contabilizamos pra mais de 600 fotos... E quando chegamos a esse número resolvemos parar... ficamos com medo... rs Resultado ? Orkut bombando no dia seguinte. Alunos felizes comentando as milhões de fotos novas nos álbuns das profes!! rsrs

Resumindo: foi bom, foi muito bom. Foi delicioso passar tantos dias ao lado de pessoas tão especiais. Foi maravilhoso conhecer o grupo, estar mais perto, saber gostos e "des-gostos", socializarmos experiências, sentimentos, aprendizados – de vida e de profissão. Que bom que tivemos esta oportunidade... Espero que seja a primeira de muitas. De coração, espero.
Bom, pra finalizar então. Agradecimentos sinceros à equipe do colégio Criativo. Aos profissionais maravilhosos que trabalham lá e à direção que nos proporcionou uma experiência tão... como dizer... enriquecedora. Obrigada.

E meninas, obrigada. Valeu pela companhia. E “desculpe qualquer coisa” hehehehehe (piadinha interna)

Muitos beijos para todos e até a próxima!

domingo, 7 de junho de 2009

Para Carol

Hi, guys!

Mais um final de semana corrido... Muitas aulas, alunos, professor novo... Final de semana delicioso, posso dizer assim. E acreditem, sem a menor ironia.

Vejam que engraçado. Ontem saí. Ri horrores... Como há muito tempo eu não ria... Chorei de rir, borrei toda a maquiagem, fiquei com aquela cara de sem noção que só eu consigo fazer. Mas estava feliz. Muito feliz. Como, repito, há muito tempo eu não ficava. Motivos ? Companhias especiais. Só isso. Aliás, só não... tudo isso.

Sabe aquele ditado: depois da tempestade, vem a bonança ? Então, estou mais ou menos nessa fase... Claro que a "bonança, bonança" ainda não veio, mas nossa... as nuvens negras e pesadas que me tiravam o humor e me colocavam para baixo foram embora. De vez. Olho pro horizonte e vejo um céu lindo... com presságio de formação de arco-íris, sabe ? Tô feliz. Mto feliz. Feliz com as pessoas com quem tenho dialogado nos últimos dias. Feliz por ter a minha vida de volta, de poder ir e vir sem precisar esperar o "ok" de ninguém. Essas coisas. Ui, chega de me prender a quem não me faz feliz. E a prova maior estou tendo essa semana... Encontrando pessoas que realmente valem a pena. Sinceramente ? Estou me sentindo leve, leve, leve... E bem.

Mas não foi isso que eu classifiquei como "engraçado". O engraçado mesmo são as coisas que aconteceram depois que tirei meus olhos do foco errado. As pessoas... Ah, as pessoas... (no plural mesmo - rs). Estou com a mente sã, sem neuras e sem pretensões. Simplesmente curtindo e vivendo um dia de cada vez, como sempre gostei de fazer. Que bom me encontrar novamente... E justamente por isso, oportunidades surgiram (ou surgem - tempo: presente). Mas estou em um momento tão bem comigo mesma, que nem estou me preocupando... E todas as minhas risadas ontem à noite foram por conta disso... Da minha despreocupação... E claro, por causa do "Aracaju" também.... rsrsrsrs

Enfim. Quero dizer isso para vocês. Sei que vocês leem o Pra Que Mesmo e ficam preocupados comigo (minha amiga disse que ia cortar os pulsos se o blog continuasse naquela depressão toda - rs) e justamente por isso venho dizer que estoy bien. Gracias.

Que venha então o arco-íris, as cores, o brilho, o sol... que venha então o que há de melhor no mundo.

Grande beijo e boa semana!

P.S.: Sim, a cidade continua fria, muito fria... rs

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Presente...

E eis que cheguei em casa depois de uma reunião pedagógica, às 22h, e me deparei com um recado no meu orkut. Na verdade, era um daqueles depoimentos que não devem ser aceitos... Enfim. O "depo" me dirigia a um site onde estava o texto que segue. Dúvidas que na hora saquei que o texto falava sobre a minha pessoa. Não só pelo "biquinho" - minha marca registrada - mas porque eu também lembro deste dia. Ou melhor, da noite que foi descrita...
Bom, leiam e morram de inveja... rs
"Eu trarei o calor, trarei verão para o inverno, trarei nos olhos a força desejante que permaneceu desde a última vez que te vi. Não serei afoito, não serei lento, serei eu, isto bastará. Serei atento aos teus gestos, teus gostos, teu corpo, teu biquinho, para que só assim, seja inédito, seja único, seja especial, seja comigo.
Falo isto porque por mais que eu queira definir, julgar, tecer ou descrever as respostas dos meus olhos - do meu corpo, da minha mão quente ao tocar seus ombros - que te seguiram durante os segundos mais duradouros em mim, percebo que seria injusto comigo, com a língua portuguesa, com você, que bem provável entenderá mais com meus atos, minha pegada, braços, lábios entrelaçados aos seus, enfim.
Quero dizer aqui que já não dá mais pra segurar o que há em mim, quero te conhecer variando minha força em te querer, em te sentir em mim, com o desejo de acariciar seu rosto olhando nos meus olhos enquanto sentimos o verão sucumbir este inverno."

Postado por ***** (censurado) às 19:06
Querem comentários ? rs

sábado, 30 de maio de 2009

Inverno

Olá, queridões...
Depois de uns dias sombrios, resolvi aparecer com novos e respiráveis ares... Viva, viva...

O inverno chegou. Saí às compras, obviamente. Cariocas nunca têm roupas de inverno suficientes para o sul do país. Comprei uns casacos imensos, blusas de lã, cachecóis, calças, botas e todos os apetrechos necessários para me manter aquecida durante o looooongo e interminável inverno. Feito isso, precisei arrumar todo o meu guarda-roupa.

Aqui no sul acontece um fenômeno engraçado. Como as estações são bem definidas, temos que ter um guarda-roupa de verão e um de inverno. "Tá, mas em todo lugar é assim" vocês vão pensar. Mas não, vocês não entenderam. Um guarda-roupa para verão e outro para inverno. Mesmo. Isto é, sabe aquela blusinha que você usa no verão e a-d-o-r-a e jura que poderá usá-la por baixo de alguma outra blusa no inverno ? Sinto informar, mas não, você não usará.... Pelo menos até dezembro, você nem se lembrará da existência dela. Ao menos que seja de um jeito saudosista ("ai que saudade de colocar os braços pra fora da roupa"). Sendo assim, de que adianta mantê-la no seu armário ? Isso, não adianta de nada. O que fazemos então ? No inverno, tiramos TODAS as roupas de verão e meia-estação e enfiamos em alguma caixa e mandamos para cima do armário ou então para qualquer outro lugar que fique fora das nossas vistas. E no verão, trocamos. Tiramos todos os milhões de casacos - pequenos, médios e grandes - e mandamos para a mesma caixa. As roupas trocam de moradia. Acho isso tão legal!! Fiz isso hoje. Separei roupas e sapatos para doação, tirei as roupitchas de calor e deixei a mostra apenas as roupas quentinhas... Que bonito ficou... tudo arrumadinho... fiquei orgulhosa de mim - rs.

Tudo acertado, fui passear. E no percurso, fiquei pensando nessa questão de trocas de estações. Sou mais do verão, definitivamente. Fico melhor sob o sol, com vestidinhos floridos e sem maquiagem. O inverno é chique demais para mim. Bota de cano alto e salto fino, sobretudo e maquiagem dão muito trabalho. São lindos e elegantes, mas prefiro - muito mais - um simples tomara-que-caia, sainha jeans e havaianas. Será isso efeito do sangue carioca ?

Maaaas, o inverno está chegando e é isso que importa. Hoje está frio pacas e deu no "moço do tempo" que a partir de quarta-feira a temperatura cairá drasticamente... Já penso logo nos 5, 6 graus e também nas delícias do inverno: na pele sem brilho de suor, nos fondues, na fumacinha que sai da boca e etc etc etc. Vim morar em Floripa no inverno, por isso todos os anos nessa época me lembro de muitas coisas boas... No meu primeiro mês na Ilha, no cd da Marisa Monte no carro, nas sopas, nas correrias para esquentar, no vento sul que cortava a alma, nas amigas sempre comigo me apresentando a cidade... ai, que saudade. Sim, sim e sim: inverno é tudo de mais gostoso. Mesmo.

E pra finalizar o texto sobre o frio, comunico que semana que vem irei para Gramado. Quatro dias curtinho uma fresquinha no estado mais gelado do país. Adooooro! Viajar é sempre maravilhoso. Ainda mais para curtir um friozinho... Pena que não tenha companhia a altura... Alguém se candidata ?? hehehehe


Muitos beijos e boa semana!

sábado, 23 de maio de 2009

Amanhecendo

E eu não sei porque cargas d'água o amanhecer me lembra você.
Eu sei, faz tanto tempo que não amanhecemos juntos. Faz anos que nossa vida não é mais conjunta. Mas algumas coisas acabam ficando eternamente. E eu não sei porque isso acontece. O que sei é que cada vez que eu percebo o amanhecer, - qdo eu percebo logicamente, porque senão eu lembraria de você todos os dias - quando vejo o sol nascer ou quando ouço os pássaros pela manhã, acabo me lembrando. E especialmente quando está friozinho. É, o friozinho me lembra nossos "amanheceres" em tantos lugares diferentes, cidades, casas, hotéis... Mas o melhor, sem sombra de dúvida, era o amanhecer do nosso quarto.
O problema é que cada vez essa lembrança me acomete sinto saudades. Saudade das coisas pequenas, simples e boas. Saudade de acordar todos os dias ao seu lado. Não por ser você - nem preciso explicar isso, obviamente. Mas por ter sido - ainda hoje - a melhor época da minha vida. Pelo menos nos primeiros anos. Que fique claro. E bem claro.
Hoje é sábado, perdi o sono. Pra variar. Lembro que sempre que perdia o sono, você me abraçava e não deixava eu me levantar. Não por mim, na verdade você não queria era ser acordado também. Mas funcionava. Colocava o braço por cima de mim e eu ficava ali aninhadinha, e era tão aconchegante que eu acabava dormindo novamente. Época boa, né ?
Eu não gosto de lembrar dessas coisas. A separação nunca ficou bem curada em mim e o mundo inteiro sabe disso. Não gosto de lembrar porque logo depois dessas lembranças boas, vêm as lembranças ruins. As brigas, os problemas, as mentiras... E ainda dói. Vai doer pra sempre. Sempre que eu pensar, a ferida se abrirá. Fato.
Semana passada fui ao cinema ver "Divã" e quando o filme acabou, o nosso filme passou inteiro na minha cabeça novamente. Inteiro. Fiquei parada, olhando a tela e pensando em tudo. E mais uma vez tive certeza que não ficou bem curado...
Mas aí, me pergunto novamente: o mundo é justo ? Claro que não. Sempre que vou reclamar injustiça para Deus, o seu nome é o primeiro na minha lista. Mas Ele deve saber o que faz e o que não faz... Mas que não foi justo, isso não foi. Sabe o post anterior ? Então... Vejo um monte de FDP bem e um monte de gente legal se ferrando... Será que um dia a coisa se inverte ?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Carta

Ontem eu orei. Às vezes faço isso. Quer dizer, às vezes não, muitas vezes faço isso. Mas ontem, de modo especial, não quis esperar respostas. Eu só tinha uma frase a dizer. E disse.


- Me diga uma coisa boa que tenha acontecido nos últimos dias.


Fui direta, como sempre sou. Com todos. Inclusive com Deus. Porque eu sinceramente não estou conseguindo enxergar nada de bom acontecendo. Tenho a impressão que estou com uma nuvem negra sobre a minha cabeça, dessas que aparecem nas histórias em quadrinhos, sacas ? Pois então, dessas aí mesmo... Deve ter uma gigante me seguindo, não é possível.


Estou cansada e estressada. Queria pelo menos um grande acontecimento que me fizesse esquecer todas as coisas ruins que têm acontecido nas últimas semanas. Estou exagerando ? Talvez sim. Mas que tem me faltado momentos de felicidade, isso tem. No máximo, um dia normal sem aborrecimentos. Mas do fundo da minha alma, não me recordo quando foi a última vez que tive uma semana de paz. Nem que fosse interior.


Hoje acordei novamente com aquele gosto de guarda-chuva na boca: uma sensação estranha, um sentimento ruim no peito, uma vontade imensa de dormir e acordar somente no próximo século.... Pode ser ? Por que Deus não pode me dar uma mãozinha e dizer "Poxa, você tem sido legal. Vou te conceder algum - ou alguns - desejos." Ele já sabe as coisas que quero, custa então atender ? Todo mundo me fala: "você não está pedindo", mas sinceramente ? Todo dia eu digo pra ele os desejos do meu coração. Ele sabe como funciona, o que quero, o que me entristece, o que me alegra... eu falo com Ele e pra Ele. Por que será então que Ele não responde, atende, presenteia... Aí lembro da frase de uma amiga: "Elem, o mundo não é justo." E eu que sempre acreditei na justiça de Deus, do mundo, dos homens e dos seres que são humanos, estou perdendo as esperanças.
Não, o mundo não é justo. A vida não é justa. Nada é justo. Tô cansada de ver um monte de filho da p*** se dando bem e um monte de gente boa se ferrando. Receber a recompensa depois da morte ? Bah... Será que dá pra adiantar um pouco isso ?

Querido Papai Noel,

Tenho uma dúvida.
Esse ano eu fui uma boa menina: não traí, não corneei, não menti, ajudei os velhinhos, ensinei crianças pobres, respeitei meus pais, fiz todos os deveres, não matei, não maltratei nenhum animal e tratei a todos por igual.
Poderia me explicar por que não ganhei minha bicicleta no Natal ?
Um coleguinha me disse que eu troquei as bolas e fiz o errado achando que era o certo. Ou vice-versa. Ele está certo ?

Aguardo sua resposta.
Um beijo,
Elem






terça-feira, 19 de maio de 2009

Notícias

Veja como são as coisas.

Odeio terça-feira porque é o dia mais cansativo da semana. Dou aulas em quaaaase todas as turmas (são nove no total) e por isso sempre acabo estourada no final do dia. Ficar pulando de sala em sala é cruel.

Além disso, meu pai está internado. Ou seja, saí da escola, passei na locadora - as crianças vão ver filmes amanhã, passei em casa, peguei minha mãe e fui para o hospital. Fiquei lá com my daddy. Sinceramente eu não sabia quem estava mais cansado: ele ou eu. Enquanto ele dormia no leito dele, deitei na cama ao lado e dormi também. Acordei quando o médico chegou, sei lá quanto tempo depois. Graças a Deus, ele está melhor. Pelo menos está mais disposto e isso me deixa mais tranquila. Tenho ido lá a semana toda... Talvez ele receba alta na sexta-feira. Assim espero.

Com sentimentos estranhos hoje novamente. Porém feliz com as várias manifestações de carinho que recebi essa semana dos meus alunos. E foram várias mesmo. E queria agradecer a todos. Sei que eles descobriram o blog e andam passeando por aqui... Queria dizer que gosto muito de vocês. Mesmo. Apesar dos contratempos.

Tenho sentido os dias muito corridos novamente. Odeio quando não tenho tempo para coisas básicas como olhar o teto. Essa semana terei reunião de pais duas vezes. Tem meu pai no hospital. Tem minha mãe nervosa porque está sozinha. Tem a saudade de algumas pessoas. Tem a consciência pesada por não conseguir dar atenção a todos. Tem aniversário da Renata. Tem apresentação de trabalho na pós. E tem MAIS consciência pesada por não dar atenção devida a algumas pessoas.

Tenho que parar para analisar onde estou errando. Sei que tenho. Mas me falta tempo para fazer isso também...

Bom, é isso... Só queria mantê-los informados.
Boa semana pra vocês.
E saúde eterna pro meu pai.
Amém.

domingo, 17 de maio de 2009

Sobre o coração

Porque eu quero um amor maior que eu. E ponto.


Sinto-me tão vazia e fria, tão imensuravelmente gelada que nem mesmo as músicas do Djavan me soam estranhas. Ouço como se não estivesse ouvindo nada "...e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo..." Não, nem me abalaram estes versos ontem à noite. Pela primeira vez na vida (ou pelo menos pela primeira vez depois de vários tempos), me sinto meio oca. Não há amores, paixões, paixonites ou nada parecido com isso.


Um aluno perguntou-me na quinta-feira "mas a prof já está gostando de outra pessoa ?". Não, querido, não é isso... Queria muito estar aqui morrendo de amores por alguém, confesso que me sinto muito mais viva e mais feliz quando isso acontece. Mas não. Não há ninguém. Sentir-me sem coração e sem alma é muito esquisito. Mas acho que não acredito mais nesses lances de amor e etc, etc, etc.


Como eu dizia ontem: o problema (??) é que percebi que se eu ajo assim, dá errado. Se eu ajo assado, dá errado. Se não faço nada, dá errado. Se faço tudo, dá errado também. Cheguei a uma bela conclusão: pra que tentar então ? Sempre dá errado mesmo... Sei que parece coisa de gente que acabou de sair de um relacionamento, de repente até seja, mas a questão é o sentimento de vazio no peito... Muy estraño...


Não, isto não me agrada. Queria muito contar pra vocês que conheci um cara que mudou o rumo da minha vida, alguém que não consigo tirar da cabeça, em quem penso dia e noite, que me tira o sono, a respiração, a razão, tudo. Mas que nada. E o pior é que nem acredito que este ser exista... Como dizia ontem a Lilia Cabral "Será que meu sonho é ser uma laranja inteira ?". Estou começando achar que "e pra sempre ser um ser só" tem mais a ver comigo do que as frases melosas do nosso amigo Djavan...

Enfim.

Mas olha que interessante, em meio a esse marasmo sentimental em que ando, fui comprar uma calça jeans e arrumei um affair. Depois, conversando, recebi uma proposta de namoro de um velho colega de trabalho. E pra finalizar a semana, um amigo confessou-me coisas “inconfessáveis” a respeito de minha pessoa... Ui... Vai entender... rs

É, acho que eu ando mesmo precisando apenas ajustar o meu foco... Como disseram as meninas ontem: o problema é que estou com um olhar pessimista. Preciso ajustar as lentes. Será ?? Tomara.... Se for assim, melhor...
Bom, por hoje é só.
Beijos e boa semana!

...

Definitivamente, eu ODEIO ser um ser pensante.....