
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
You don't understand
Descobri que o nosso problema é timming. Você é rapidinho demais e eu devagar demais. Eu demoro para entender, pra criar coragem, pra te olhar, pra responder... E você? Você olha, abraça, beija, fala e sai em uma fração de segundos. Você me deixa tonta e sempre me surpreende com suas frases desconcertantes. Como alcançar você? Como andar ao lado de alguém que está sempre com tanta pressa?
Eu demoro dois meses pra aceitar seu convite, uma semana para entender a sua jogada de charme, um dia inteiro pra praticar o que vou te dizer e cerca de duas horas pra escrever uma mensagem que eu nem vou enviar. Você, porém, tem gana, pressa. Está sempre correndo. Você não entende a minha maneira calma de comer, a minha mania de olhar pro lado antes de responder às suas perguntas, o meu jeito de querer ficar apenas encostadinha em você enquanto assistimos a um filminho infantil... Eu preciso desse tempo de aproximação, preciso para me sentir segura, mas você não entende.
Não entende porque pra você as coisas são velozes demais. Uma semana é tempo demais. Um dia é tempo demais. Trinta minutos é tempo demais. Você não tem paciência pra me esperar ou me deixar relaxar ao seu lado. E no meio tempo entre você se aproximar e eu permitir a aproximação, você já partiu pra cinco outras diferentes. Cinco outras que não esperam nada, que só enxergam a carne exposta. Sim, você tem pressa. Você não tem tempo a perder com alguém que demora tanto para decidir algo.
O que você não entende é que eu já decidi, mas te contar a decisão demora mais alguns dias. Ou semanas. Ou meses. E eu queria que você entendesse que a minha lentidão é só medo. É medo do seu relógio ultra-sônico, medo da sua fugacidade, medo de ME permitir à sua presença. Medo de dizer um sim com todas as letras e depois me arrepender. Porque pra mim, presenças são importantes... E por isso eu gosto de ir com calma, porque não, eu não enxergo só a carne exposta. Eu enxergo você. Por inteiro... Mas isso você também não entende. A sua pressa nunca vai te deixa entender.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O texto da discórdia
sábado, 23 de julho de 2011
Efeito Dominó

"Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua." Martha Medeiros
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Crise dos Trinta

domingo, 3 de julho de 2011
Insistir ou não, eis a questão
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sobre crianças
Como os dias andam bonitos... =)
Não sei sobre o que quero falar hoje. Talvez eu devesse falar sobre como é incrivelmente gostoso trabalhar com crianças. Ontem eu estava pensando sobre isso... Como elas nos fazem bem, apesar de serem os seres mais cruéis da face da Terra... =)
Criança não tem medo de nada. Ela não tem medo de carinho, não tem medo de sorrir, não tem medo de chorar, não tem medo de ousar, não tem medo de fazer tudo o que tem vontade. E se ela não faz nada disso, tem alguma coisa errada.
Eu leciono para várias idades: desde o quarto ano (8, 9 anos) até a 3ª série do Ensino Médio (16, 17 anos), por isso, vejo quase todas as fases dessas pessoinhas “futuro da nação”... E vou te dizer... de todas as fases, a que acho mais gostosa é a infância. Tudo bem, eu sei, crianças gritam, têm a voz esganiçada, choram por qualquer coisa e criam caso o tempo todo porque "alguém roubou a borracha”, mas elas são fofas. Eu as adoro e, acredite, descobri isso há muito, muito pouco tempo...
Adoro quando eu chego na escola e elas vêm correndo me abraçar, antes mesmo de entrar na sala. Aliás, quantas vezes eu nem tenho aula com elas, estou indo pro Ensino Médio ou pra outros lugares da escola e elas vêm agarradas pela minha cintura, me contando as últimas novidades ou apenas me enchendo de beijos. Adoro chegar na sala e elas virem todas em cima de mim, ao mesmo tempo, falando sem parar, me deixando zonza e quase me derrubando de tanto abraço misturado com assuntos novos - aliás, de onde elas tiram tanto assunto?? Não sei...
Ontem, eu parei por um momento e fiquei observando-as com um pouco mais de calma. Elas sentem o que a gente sente, é incrível. E elas percebem tudo o que acontece conosco, afinal, nos observam o tempo inteiro. Aprendem o tempo todo com o que veem - coisas boas e ruins - e dizem tudo o que sentem, não importa se você quer ouvir ou não...
No final da aula, as meninas sempre gostam de ficar arrumando os meus cabelos. E os meninos sempre gostam de me contar as histórias mais mirabolantes do mundo. E eu gosto. Gosto dos penteados novos que ganho todos os dias e gosto de ouvi-los, com toda sonoplastia e interpretação dignas de Oscar... Gosto da forma genuína como elas demonstram amor, não com presentes caros ou estardalhaço, mas com o que realmente importa... Gosto de sentir o quanto sou querida e admirada por eles, os meus pequenos, mesmo sendo eu quem sou: a crazy girl. Mas e daí?? Eles ainda não aprenderam a julgar as pessoas apenas pela embalagem...
Descobri que tenho aprendido muito com aquelas pessoinhas em miniatura. Tenho aprendido a ser mais gentil, a ser mais carinhosa, a ser mais sincera, a ser mais otimista, a ser mais solidária... Tenho aprendido com elas que a vida é muito legal e por isso tem que ser vivida sem stress, e que se eu amo alguém de verdade, devo demonstrar isso. E não importa quem é a pessoa e nem muito menos porque eu a amo. Importa que eu a amo e que preciso demonstrar isso! Afinal, para as crianças o tempo é uma coisa tão abstrata que não adianta pensar muito no que vem depois... Aliás, vem algo depois??
Às vezes, fico pensando que um dia elas vão crescer... e fico tentando prever que tipo de adulto elas serão... Se permanecerão com aqueles corações lindos, se continuarão tão dispostas, se ainda saberão respeitar os mais velhos, se ainda demonstrarão o que sentem sem medo, se, se, se... Gostaria que ficassem assim para sempre, do jeitinho que são hoje, mas sei que é impossível. Então, o que peço é que continuem como agora... tão amáveis. Por dentro e por fora. E que, principalmente, continuem ensinando tantas coisas boas às pessoas ao seu redor.
Depois que eu descobri esse tesouro, ficou mais fácil entender porque os pais amam tanto os seus filhos...
E, confesso, enquanto escrevo isso, estou me lembrando de vários rostinhos, vários sorrisos e várias vozinhas finas perguntando: "Elem, hoje a gente tem aula contigo?" Ai, e elas nem sabem como são importantes para mim...
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E a eterna dúvida permanece: na relação professor x aluno, quem aprende mais: aquele que está a frente da turma, com seu guarda-pó, ou aqueles pequeninhos que nos observam com seus olhinhos brilhantes e com as suas mentes pipocando de curiosidade?? Eu já decidi o meu voto... e você??
sábado, 18 de junho de 2011
Confuso, como sempre.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Consciência

domingo, 12 de junho de 2011
"Eu sei, mas não devia."
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Sobre um tal moreno alto...
domingo, 8 de maio de 2011
Feridas

quinta-feira, 14 de abril de 2011
Texto para meninos
domingo, 27 de março de 2011
Ela, a dor
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Medidas Desiguais
O problema do amor é que quando ele acaba, nunca acaba para ambas as partes simultaneamente.
Você ainda tem várias coisas a serem ditas e sabe que ninguém mais quer ouvi-las. Você ensaia todas as frases que gostaria de falar pra ele, pensa em encadernar todos os textos tolos que você escreveu e enviá-los via Sedex para o ser amado, pensa em ir até o dito cujo chorar, gritar, espernear e tentar convencê-lo de que o seu amor é o suficiente para os dois. Sim, você ainda tem muito a dizer, mas a realidade é que ele não quer mais ouvir. E mesmo se ouvisse, num recado deixado na secretária eletrônica, por exemplo, ele não daria a importância devida.
E você se pergunta para onde pode ter ido todo aquele amor que ele dizia sentir. Sumiu? Acabou? Como sumiu? Como acabou? Que raio de sentimento é esse, o amor, que ao invés de existir a dois, insiste em ser unilateral? Por que ele sempre surge quase que concomitantemente, mas, na hora de ir embora, ele só se vai da vida de um dos envolvidos? Se isso é o tal do sentimento nobre, não quero nem pensar em como são os “não-nobres”...
A medida dele acabou. E você, que ainda tem a sua bem cheia, de repente, se agarra a desculpas que te confortam: diz que é carma de outra vida, diz que é um tempo, mas que voltarão e terão um happy end, diz que ele te ama, mas que algo sério deve ter acontecido... Coisa nenhuma. Se ele não está contigo é porque a parte dele acabou, a porção mágica de amor que havia nele terminou antes, bem antes, que a sua. Quer saber? Não é carma, não é história de filme, não é a mãe dele: ele não te ama mais e pronto. Aceite isso e viva com a sua dor, sonhe com a sua dor, sofra com a sua dor, chore com a sua dor. Já dizia a Marisa Monte “a dor é minha e de mais ninguém”... Sim, a dor é sua. Unicamente sua.
Quer saber o que eu acho? Acho que o amor é um egoísta que ri de nossas caras. Ele ri quando resolve brincar de “não quero mais” e vai embora deixando que alguém se ferre sozinho, deixando alguma pobre criatura se perguntando o que fazer com aquela bosta de sentimento gigante que ainda existe dentro dela... Ele ri. O amor ri, o outro ri, o mundo ri. E vc? Você chora, sofre, pragueja e deseja que o mundo inteiro pague por aquela dor que você não suporta mais sentir... E além de tudo, ainda tem as malditas palavras, aquelas que você sonha dizer ao outro todos os dias, mas sabe que elas simplesmente minguarão em sua garganta, secarão e serão engolidas uma a uma à força porque ninguém, ninguém quer saber. O outro não quer saber. E dói saber disso. Dói saber que o seu choro é em vão, dói saber que ele nem pensa mais em você, dói saber que ele continua vivendo como-se-nada-tivesse-acontecido. Dói e dói pra caralho. Até que um dia você se acostuma à dor e até passa a achar que ela será sua companheira eterna... e talvez até venha a ser mesmo.
E você segue, ou tenta seguir, ou finge seguir, ou finge tentar, sonhando e desejando ardentemente despejar em cima do outro, daquele que te abandonou, todas aquelas promessas de séculos atrás: “você prometeu me amar eternamente! Seja homem e cumpra sua promessa!!” Não importa se você encontrá-lo hoje ou daqui a 20 anos, você ainda assim quererá esbravejar tudo o que foi engolido goela abaixo por você... Mas não, ele não cumprirá nada... não há nenhum contrato que o obrigue a amá-la eternamente.... O amor sumiu, acabou, fugiu, foi pra PQP... E ninguém jamais poderá explicar o porquê disso...
Ele não te ama mais, ele não vai voltar, você não vai dizer nada, ele não vai ouvi-la e nem muito menos se convencer. O amor dele acabou e o seu não. O que fazer? Reaprenda a viver... ninguém sabe quanto tempo isso dura, o dele acabou, mas e o seu? Ainda poderá perdurar por mto tempo ou não.... se vc tiver sorte, a sua parte pode fugir assim de uma hora para outra também. Reaprenda a viver. Reaprenda a viver sem ele. Reaprenda a viver com você e encare a realidade: o amor, depois de morto, não renasce. É assim com todo mundo: medidas desiguais. Essa é a grande realidade... medidas desiguais.