sábado, 3 de julho de 2010

Oi!!

Hi, guys!
Comemorando dias mto bons e estranhamente bem-humorados!! Não sei se o bom humor foi consequência de algumas decisões... mas sendo ou não... tive uma boa semana.... aliás, tenho tido bons dias... e isso é ótimo.
Qto a minha saúde, essa não anda lá essas coisas... estou rouca novamente (novas) e esta semana tive um pseudo-desmaio em plena sala de aula (imaginem o tumulto...): tudo começou a rodar e em questão de segundos, puff, teto preto... Fora isso, uma tosse de cachorro que não passa... a garganta tá tão ferrada que nem para tossir ela tem mais força (tenho que levantar o pescoço e puxá-lo um pouco com as mãos para que o ar saia e eu consiga tossir), ou seja... tô bem pra caramba! rsrsrs. Eu tenho um diagnóstico próprio para tanta fragilidade da minha saúde, mas prefiro não comentar. Estou mto bem para pensar em coisas que me deixam para baixo... Mas vou dar uma dica: ja ouviram falar em doença psicossomática? Então.... rs
AAAhhh, e como não falar... depois de meeeeeeses, tenho net novamente!! Eba, eba!! Fiquei o dia inteiro sentada com a bunda na cadeira baixando filmes e músicas (do msn estou curada... foi uma desintoxicação ficar sem as minhas janelinhas saltitantes).
Amanhã é o chá de bebê da Ana... O-D-E-I-O chás de bebê... Odeio mesmo.... maaaaas, irei. Espero não ter problemas por lá... (sabem que a Isabelle foi a primeira gravidez que eu consegui "vibrar" depois de "tuudo" ?? Que bom... Mais um sintoma de que o luto realmente acabou).
Bom, é isso... Última semana de aula... férias chegando e com elas... V I A G E M !! Uhull!! Amo muuuuuito tudo isso.
Resumindo: tô bem feliz (mesmo estando extremamente gooooorda!!!)
É isso, galera... Só passei para dar um oi...
Vou nessa.
Beijão para todos.

P.S.: Que história é essa do orkut agora ficar sugerindo amigos?? Adivinha quem é o primeiro da lista de sugestões???? O próprio...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quem diria...

Já dizia o poeta: “e quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração??”
O Renato, também conhecido como “cachaça”, era engraçado. Ele dizia que o melhor de se ter uma namorada era a certeza de ter sexo a qualquer hora do dia ou da noite. E eu achava isso bizarro, afinal de contas, naquela época eu ainda acreditava no amor...
Pois bem. Ele era um cara gente boa, trabalhávamos na mesma empresa e morávamos na mesma cidade-ovo: Niterói. Vez ou outra, curtíamos uma baladinha e fazíamos umas festinhas juntos, mas nada de muito extravagante. Confesso que chegamos a trocar umas bitoquinhas, mas e daí ? Eu dei uns beijinhos nele, a minha prima deu uns beijinhos nele, a secretária da empresa deu uns beijinhos nele... ou seja... dar uns beijinhos nele, não era nada de muito importante. Renato, Renatinho, Nato, ou qualquer coisa do tipo, era daqueles que não dava para se apegar. Era só mesmo para pegar... Ele era uma figuraça justamente por isso, simplesmente não ligava para nada. Era tão bonitinho... mas o que tinha de bonitinho, tinha de desleixado. Os cabelos sempre estavam desgrenhados, as olheiras permanentemente embaixo dos olhos azuis-piscina, as roupas nem sempre estavam alinhadas, mesmo trabalhando em uma grande empresa... a sorte dele é que ele nunca saía para caçar “mulerzinhas”, e sim para beber com os amigos inseparáveis. E foi dessas bebedeiras que surgiu o apelido “pudim de cachaça”, que passou a ser apenas “cachaça”, o que demonstrava, obviamente, que era um apelido carinhoso. Sempre pensamos no Renato desta maneira: um eterno boêmio, amigo da cerveja, do vinho, da caipirinha e de qualquer outra coisa que tivesse álcool. Namorar? Nem pensar... nem pelo sexo certo... rs
Um dia, porém, para surpresa geral, ele veio com um papo sobre uma menina da faculdade (sim, ele fazia faculdade)... Ninguém, obviamente, deu ideia. Pensamos que era apenas mais uma moçoila sem importância que tinha caído nas graças dele. Mas uma semana depois ele continuava falando sobre a mesma menina. Confesso que se não dávamos muita importância antes, depois que conhecermos a tal menina, aí mesmo que não demos importância nenhuma. Ela era simplesmente uma paty, lisa e loira, hiper estudiosa, trabalhava no Banco Real e não morava em Niterói. Ou seja... o que ela ia querer com ele? Tomar cerveja é que não podia ser....
Mas pelo que sim, pelo que não, fingindo estudar ou não, o fato é que o menino conseguiu atrair a atenção dela e incrivelmente começaram a namorar. Só para constar: ele era o único solteiro do grupo, justamente por se dizer cético em relação a relacionamentos. Em pouco tempo, a menina ganhou o apelido de “primeira dama”, - claro que ela nunca soube disso - afinal, o Renato deu uma leve sumida do mapa... Pensamos que ele estava simplesmente usufruindo do maior mérito que o namoro proporcionava, segundo ele, é claro... Mas a coisa foi se agravando e nós, os amigos, resolvemos averiguar. Ele, obviamente, não dava o braço a torcer e para provar que não era um menino dominado pela namorada, voltou a sair com os amigos. A única diferença entre ele e os outros meninos do mundo, é que ele sempre levava a primeira dama junto. Não importava se no bar escolhido estivessem ele e mais dez homens do time de futebol: ela, com certeza, também estaria junto. Eu, que nessa época namorava há pelo menos dois anos o melhor amigo dele, ficava de cara... Pensava “o que essa menina deve ficar fazendo enquanto os homens ficam falando sobre futebol e mulher??” Nunca descobri.
Sei que os anos se passaram. Todos os namoros firmes e que despertavam total credibilidade no grupo e fora do grupo terminaram, mas justamente aquele que ninguém nunca acreditou, vingou. Em uma festa de Reveillon, a última em que estive com ele, os pombinhos falavam, sob o olhar assustado dos demais membros do grupo, sobre a compra de geladeiras e freezers para o enxoval de casamento. Realmente, ele havia mudado. Nem queria mais ser chamado de Cachaça:
- Isso não pega bem... – dizia ele.
Ok,não pega bem... Entendi.
Nesse mesmo ano do Reveillon, o das geladeiras duplex, eu terminei o meu namoro quase-casamento, o outro casal também terminou (e fizeram até listinha para vender os móveis do enxoval), e o outro menino também desistiu do casório no pé do altar, mesmo com o terreno já comprado para a futura casa... Renato, ex-“Cachaça”, que era o único solteiro convicto do grupo, porém, casou-se. Foi morar em outra cidade, coisa imperdoável para um niteroiense, no apartamento do pai da menina, junto com mais três irmãs dela, feliz da vida, como se nunca tivesse havido nenhum outro ser diferente daquele que agora era e sumiu de vez. Conta a lenda que, às vezes, ele se lembra dos velhos amigos e manda mensagens... mas não sei, não... eu, como não faço mais parte do grupo, não posso dizer...
Enfim... qual a lição ?? Não adianta negar... quando nos apaixonamos, todas as nossas convicções caem por terra... E claro, não esqueçamos do velho ditado: de onde menos se espera, é de onde se sai...


P.S.: Qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência. Os nomes foram trocados para preservação do rapaz... rsrsrsrs

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Textos noturnos

A primeira pessoa a me dizer que sou pessimista no amor foi o mineirinho mais fofo do mundo. Disse que eu deveria cuidar das coisas que digo e escrevo porque acabo atraindo essa negatividade toda para mim. Talvez, todas as pessoas que eu conheço já pensassem desta forma, porém, nunca tiveram coragem de dizer isso assim na lata para a minha pessoinha... Enfim. Parece que neste final de semana as minhas amigas todas resolveram fazer isso... me dizer e me mostrar o quanto ando pessimista com relação a relacionamentos. Nada agressivo, claro... mas disseram. E eu fiquei pensando se eu não estou sendo taxada como "a pessimista do grupo", aquela que simplesmente não acredita em nada.
É, realmente não posso falar o contrário. Realmente não acredito em muitas coisas... muitas das coisas nas quais eu acreditava morreram. E isso já faz alguns anos. Mas perguntei hoje, então, qual deveria ser a minha posição em relação a tudo o que vejo e sinto. Simplesmente ficar mentalizando que tudo vai se encaixar não me parece muito convincente. Não me acho pessimista, me acho cética, na real... E são duas coisas completamente diferentes... Não acredito mais em relacionamentos... não sei se ainda acredito que um dia casarei e terei filhos. Já disse, me acho muito velha para isso... Não me vejo com tempo hábil para conhecer alguém, me apaixonar, casar e ter filhos. A menos que tudo isso consiga acontecer num curto espaço de 2 anos... Difícil, mas não impossível, eu sei. E como todo mundo me diz: onde está escrito que essas coisas têm idade para acontecer.
A Lilica disse que se um em cem é o cara certo, então temos que achar esse um. Mas eu fiquei pensando... se de cem, só existe um que é bom, posso muito bem fazer parte do grupo dos 99 que não são (ok, admito... agora fui muuuito pessimista - rs). Fiquei pensando que Deus deve escolher, lá do alto do trono dele, aqueles que simplesmente não terão o direito (ou dever) de constituir família. E, veja que merda, ele deve ter me olhado e me marcado com um x bem grande no meio da minha testa... Do tipo, “querida, você vai se f*** em todos os seus relacionamentos, até que um dia você vai cansar, parar de tentar e vai aprender a viver sozinha.” Sei lá, mas deve ter passado mais ou menos isso pela cabeça dele antes de carimbar o me passaporte de “solteira”.
Confesso que algumas vezes já parei para me perguntar onde eu erro. Hoje me perguntei de novo. Devo voltar a ser Sandy? Devo fingir ser uma boa menina (por que fingir? E eu por acaso não sou uma boa menina??) Devo ser fragilzinha? Devo me fazer de puritana? Cara, sinceramente, eu não quero alguém que queira uma mulher assim. Quero alguém que me assuma com todas as minhas loucuras. Sei que tenho muito mais qualidades que defeitos. Sou simpática, gente boa, engraçadinha, inteligente, sei conversar, gosto de dançar, amo assistir filminhos e cozinho muito bem. Claro que como tudo e todos, tenho o lado avesso também. Talvez, eu devesse ser mais bonita e menos inteligente. Talvez, eu devesse traçar metas e arquitetar planos que possivelmente dariam certo. Talvez, eu devesse mentalizar todos os dias que encontrarei um cara que me conquistará todos os dias. Talvez, eu devesse me abrir mais e deixar de ser tão preconceituosa. Talvez, eu devesse morar em outra cidade. Talvez... Talvez... Talvez... Não acredito que para encontrar alguém eu tenha realmente que ser tão racional. Não sei o que é a coisa a certa a se fazer, mas tenho dúvidas, e quer saber, já estive em todas as pontas, já tentei de todas as maneiras e sabe quando deu certo? Quando alguém me olhou e eu olhei e aconteceu. Nunca foi pré-escrito, pré-concebido. Em todas as vezes foi assim. Um momento mútuo.
O amor não deve ser despertado sem que ele o queira. O amor deve ser despertado por si próprio... E por mais que me digam que não, eu continuo acreditando em destino e sei que se em algum lugar estiver alguém para mim, realmente, ele aparecerá. Pensando agora nisso, me dei conta que todas as pessoas com as quais me envolvi foi assim. Acasos, coincidências, amor. Talvez, eu devesse mesmo me abrir mais para as coisas boas da vida. Até este ponto, eu concordo. Agora, os demais pontos... não sei, tenho questionamentos.

Boa semana para todos.
Beijos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sobre ontem

Amigas são realmente tudo de bom.

Todos sabem que não ando muito bem... estou com problemas que andam me tirando o sono e a saúde e justamente por isso tenho evitado - e muito - ver gente. Tenho preferido muitas vezes ficar só, dentro da minha concha, a sair e socializar. Afinal, não quero chatear ninguém com meus problemas e ultimamente anda difícil, muito difícil, não falar sobre eles.
Mas hoje me rendi. A mensagem “Mas vê se vai. Bjos” soou para mim como “você precisa sair de casa e melhorar esse ânimo”... Mesmo com uma vontade incrível de não ir, mesmo com a confusão da mudança de casa, mesmo com a chuvinha fria que insistia em me fazer ficar em casa, eu fui. E foi muito bom.
Encontrei minhas amigas, comi pão com nutella, ri das histórias antigas, chorei com os problemas atuais, ouvi conselhos, filosofei sobre homens, maridos, namorados, feios, bonitos e traição, vi fotos dos atuais, ex, futuros, futuros-ex, possíveis e impossíveis, ouvi boas notícias, enfim... descobri que amigas são assim... não importa se estamos bem ou mal, elas estão lá... para ouvir, para falar, para rir, para levantar o astral, para puxar a orelha, para dizer: “Olha, é normal... todo mundo passa por isso...” Ai, como foi bom.

Cheguei em casa agora com uma sensação boa na alma. Elas não me deram soluções, mas me apontaram caminhos e me fizeram esquecer, por algumas horas, todas as questões que vêm me tirando a paz nas últimas semanas... Como eu queria que os problemas sumissem para sempre, mas infelizmente eles não sumiram. Entretanto, tenho a compensação de saber que os laços verdadeiros da amizade sempre existirão, não importa o quão negra anda a minha aura, não importa o quão difícil seja o momento passado.

Meninas, obrigada por tudo. Se estamos todas passando por uma fase insensível ou não, eu não sei dizer... mas de uma coisa eu tenho certeza, vocês continuam sendo muito importantes para mim. Admiro o que há entre nós justamente pelas nossas diferenças e principalmente pelo respeito que existe, acima de tudo. Obrigada pela noite. Por essa de hoje e por todas as outras, passadas e futuras.

Um grande beijo a todos os meus amigos de verdade - que, graças a Deus, são muitos.
E que venha o final de semana de chuva e provas... rs

terça-feira, 1 de junho de 2010

S2

Não sou e nem nunca fui de distribuir sorrisos. Nunca vi mto sentido em sair mostrando os dentes para todos. Sorrio apenas para quem merece receber um sorriso meu. E ponto. Não gosto de quem se arreganha para qualquer um e, pior ainda, desconfio - e muito - dessas pessoinhas que insistem em ser simpáticas e amáveis o tempo inteiro.
Bom, tudo isso não é novidade para ninguém, mas parece que algumas pessoas ainda não sabem disso. Não, eu não vou te falar coisas agradáveis se eu realmente não sentir e não farei questão nenhuma de te agradar se você não merece ser agradado. Pelo contrário. Ignorarei você, a sua presença, e tudo o mais que possa vir do seu serzinho indolente. Assim que funciono. Não me peça para mostrar meus lindos dentes brancos porque o máximo que você conseguirá é o meu sorriso irônico (e dizem as más línguas que a ironia é um dos meus piores defeitos). É mto fácil saber quando eu minto... faço isso mto mal, várias pessoas já me disseram... Mas o contrário também existe... se realmente gosto de você, todos saberão. Incluindo você. Portanto, não queira forçar amizade... Tá entendendo?
Não tenho a menor pretensão de agradar a todos. Não tenho mesmo. Por isso quero que o mundo avesso se dane... E, por favor, não me peça mais isso... Tentei seguir os conselhos alheios e ser política. Sabe o que deu? Agora, as pessoas se acham no direito de opinar sobre a minha vida, ou pior, se acham no direito de querer comandar atitudes minhas. Queridos, vão por mim: não queiram. De verdade. Não tô nem aí se você não gosta de mim. Sinceramente falando. Só digo uma coisa: tenha peito para falar isso para mim e não para outros... Porque o mundo é um moinho e Floripa é uma ervilha. Não estou aqui para agradar ninguém... Vim ao mundo com uma missão mto diferente desta... Sendo assim, tenho certeza que a minha parte do acordo eu estou cumprindo, eu assumo a minha loucura. E vc, está cumprindo a sua?
E como diria o carinha do SAW: "Que os jogos comecem".

sábado, 29 de maio de 2010

Sem título

Acordei com a sua voz em minha mente. Eu sei, era apenas um sonho, mas parecia real. Você me dizia coisas sobre as quais eu realmente tenho pensado...

Acordei pensando que ainda era noite, mas não. Abri os olhos ao perceber que a luz do dia já me chamava... Pensei em seu rosto e em suas palavras por mais um milésimo de segundo, ou seja, até recobrar meu juízo quase perfeito e afastar de minha cabeça essas memórias.

Enfim.

Ok, eu sei. Já deu tempo de tudo isso passar... Mas não pensem que eu não gostaria que já tivesse passado. Garanto apenas que não é mais amor, é frustração (acho que já disse isso para vocês). A realidade é que eu deveria mesmo dar uma nova chance ao amor. E eu juro que ando tentando... mas parece que meu coração já se conformou com a solidão e com as lembranças alheias.

Vontade de ouvir a sua voz. E só.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Esquetes

Hoje me peguei pensando em uma coisa muito tola...
Às vezes eu tenho a impressão de que vivo em um mundo imaginado. Não sei explicar, mas é como se nada do que acontece fosse de verdade... desde sempre me sinto assim. Como se eu vivesse em um filme, ou em uma novela, ou em um cartum, e que por isso mesmo eu já teria um final pronto – que eu ainda não sei quando virá, mas que tenho certeza que virá. E sendo assim, parece que eu não preciso me preocupar muito com ele, porque mais cedo ou mais tarde, o escritor da minha trama dirá “última semana” e de repente, como num passe de mágica, as coisas vão se encaixar como deveriam ser desde o princípio. Sabe novelas? Então, mais ou menos assim.

Não sei por que me sinto desta maneira, meio Lisbela – do filme Lisbela e o Prisioneiro – afinal, eu nem assisto à novela... Mas me parece exatamente isso... Sabe aquela personagem que passa a novela inteira correndo de um lado para outro, sem conseguir equilibrar todos os pratos no apoiador, mas que, no final das contas, encontra o grande amor da sua vida, arruma um emprego perfeito, fica rica e vive feliz para sempre? Então... é por aí. Mas aí, de repente, a realidade vem me dar um oizinho – como hoje por exemplo.

Eu estava divagando no carro. Pensando se eu devia ligar pro fulano e perguntar se realmente não vamos nos casar e ter filhos. Algo do tipo, “ow, dá uma olhadinha aí no nosso final e veja o que vai acontecer, porque dependendo do último capítulo do folhetim, eu vou ali viver um pouquinho”... Acredite, eu estava realmente pensando nessas coisas quando senti uma baforada no meu ombro e, quando me dei conta, a realidade estava ali ao meu lado, me encarando... E ela perguntou: “em que mundo mesmo você vive? Você acha que faz parte de algum desenho animado ou dramalhão mexicano? Alow,a vida tá acontecendo agora... é a sua vida... não tem roteiro pré-definido, pare de se iludir”. Olhei para ela e pensei no quanto a realidade pode ser cruel.

É incrível como esse sentimento é forte em mim. Se eu parar para pensar em todos os fatos da minha bela existência, parece que são esquetes, entende? Daquelas que vão acontecendo e se alternando com tanta rapidez que não nos damos conta do real valor de cada uma. Uma viagem, um amor, uma vida... Uma vez, uma diretora me disse que sou como um raio, como um trovão: eu passo, mexo com as pessoas e desapareço. Desapareço.

Esquetes. Rapidez. Animação. Fantasia. Palavras-chave.

Parece que estou sempre assistindo de camarote a uma peça, a um espetáculo, mas sem jamais me dar conta que a trama é real e que, vejam só, a atriz principal sou eu, aguardando ansiosa pelo final, não pelo fim, mas sim pelo desejo de ter as coisas em ordem... Pratos girando, agradeço ao público e me retiro, como se ao sair, pudesse pendurar as minhas vestes no camarim e me desfazer de um personagem. Mas não tem personagem. É vida real. Alguém pode, por gentileza, me lembrar disso?

sábado, 15 de maio de 2010

Sobre decisões

Antes de iniciar a leitura...
Encontrei esse texto perdido aqui nas minhas coisas e achei que valia a pena publicá-lo, apesar de se dirigir diretamente a um ser em especial. Até pensei em modificá-lo, mas acho que perderia sua essência... Sendo assim, leiam mas não pensem que houve qualquer novidade nesse assunto antigo. Foi apenas um verão e, como todos sabem, já estamos no outono - quase inverno. E outra: o "corsinha preto" nem existe mais... os tempos mudaram e agora é um "clio bordô" - hehehehe.
Beijos e boa apreciação.


Sobre decisões

Quantas noites de sono você já perdeu pensando em qual decisão tomar? Mas já percebeu que muitas vezes simplesmente perdemos tempo tentando resolver questões que já estão resolvidas? Sabe aquele velho ditado: "o que não tem remédio, remediado está?" Então... É sobre isso que quero falar.

Duas conversas hoje me chamaram a atenção. A primeira foi uma menina que tentava me convencer que um dia ela vai ficar com o cara que ela gosta porque um dia ele vai descobrir que gosta dela. (Juro que quase mandei ela ler o "Inspiração alheia" hehehe) e outra conversa foi sobre mim mesma: que eu deveria chamar alguém para conversar e perguntar "qual é?". Dúvidas que respondi: não há o que decidir. Porque é exatamente isso: não há o que decidir. Muitas vezes a gente fica se matando, pensando qual seria a melhor decisão a ser tomada quando na verdade não há alternativas. E se não há alternativas, não há o que escolher... é aquilo e pronto. O problema é que insistimos em ver coisas onde não existem, ver opções onde só há apenas uma lacuna. Entendem o que eu digo? Tá, vocês querem exemplos.

Você gosta do cara. O cara não gosta de você. Existe alguma decisão a ser tomada? Não... o cara não gosta e pronto. Ele só quer te usar, fato. Qual a sua alternativa? Partir para outra, óbvio... Mas não, o ser humano é teimoso... Você jura que vai mudar a cabeça dele e aí... escolhe a segunda opção que a princípio nem existe: fazer o cara se apaixonar por você. E aí quebra a cara, chora, esperneia e lamenta ter tomado a decisão errada. Óbvio! A opção que você escolheu não existia... era apenas fruto da sua cabeça!! Não adianta agora chorar pitangas... você terá que voltar e engolir a única opção que você tinha verdadeiramente: partir pra outra.

Outro exemplo. Você quer um cara que mora a nada mais, nada menos que 1500km de distância de você. Vai dar certo ? Você vai perguntar pra ele o que ele acha da ideia ? Não... porque a menos que vocês reduzam esse número a ZERO, ou seja, consigam estar na mesma cidade, não há o que fazer. Por mais que você queira, sonhe, deseje... será complicado. Você vai sonhar com ele, vai chorar, vai mandar recados apaixonados, mas não, ele não estará ao seu lado. Não tem internet que dê jeito nisso... Solução ? Redução dos km... Ou seja, um dos dois tem que querer sair de sua cidade... Eu sou cigana mesmo, todo mundo sabe disso, mas... será que essa opção existe ?

"Ai, que pessimista você está hoje!!" você vai dizer... e talvez eu esteja sendo mesmo, mas prefiro dizer que estou mais realista... Sei lá, às vezes a gente quer coisas que não existem... e começamos a fantasiar em cima delas e de repente: bum! Acordamos. Ou porque alguém nos acorda ou porque a realidade bate a nossa porta e nos faz enxergá-la. Mais cedo ou mais tarde isso acontece. E é tão ruim acordar de um sonho bom...

Sim, eu queria muito que 1500km não fossem nada... E como queria. Queria muito que fosse tudo tão simples como pegar o corsinha preto e atravessar a ponte, mas não é. Queria poder criar oportunidades a partir do ponto em que estou, mas não dá. Sendo assim, o que farei ? Fantasiar ? Perguntar ? Aprender a voar ? E o outro? Será que ele quer fantasiar, responder, apreciar voos ? Não sei. E em "não sabendo”, temo já ter a resposta. E tendo a resposta, resta-me uma única alternativa a ser assinalada. Odeio me sentir assim, sem opções.

Eu não preciso tomar decisões porque a decisão já foi tomada. Talvez as pessoas não percebam isso, mas eu percebo. Não posso escolher pelo outro coisas que nem eu mesma consigo escolher. E na verdade, acho que é assim que funciona. Não dá para escolhermos pelo outro... decisões precisam estar a nosso alcance, a partir do momento que elas nos fogem ao controle, decidido está. Fazer o quê ? Nem vou te responder o que eu pensei... rs



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Frivolidades

Olá...
E eis que enfim, depois de um longo e tenebroso inverno, reapareço. Brincadeiras à parte, desculpem-me pelo sumiço, mas final de trimestre sabem como é... mil notas para lançar e mil médias para fechar... E pra completar, gripei novamente. Ou seja, ou eu via provas, ou eu via minha cama quente. Mas estando aqui mais uma vez, vamos continuar o nosso velho papo...
Estava outro dia almoçando, bem feliz, quando me passou pela cabeça um pensamento: como o amor hoje em dia é algo descartável. Na verdade, não foi bem essa a expressão que me passou pela cabeça, e sim algo como "frivolidade". Para quem não conhece o significado, lá vai:
"Frívolo: adj. 1. Sem importância, sem valor, vão. 2. Fútil, leviano, volúvel."
Não, longe de mim querer dizer que o amor, o sentimento mais sublime e mais nobre de todos, é algo sem importância. Mas fiquei a pensar com os meus botões que hoje em dia este sentimento é tratado sim desta maneira: vã.
Por que comecei a pensar nisto? Conheço um rapaz que almoça comigo todos os dias. Ano passado, quando o conheci, ele era casado há 12 anos. Tem exatos 10 meses que o conheço, e nesses míseros (ou eternos) dez meses, ele separou-se da esposa, arrumou uma namorada e agora está morando com uma terceira cidadã. Três relacionamentos sérios em 10 meses, e isso sem contar os "não-oficiais"... Fiquei pensando nisso... como o amor, ou melhor dizendo, como os relacionamentos de modo geral tornaram-se tão frívolos, tão sem valor.
Antigamente, as pessoas se casavam e viviam juntas até que a morte realmente as separassem. Depois, as pessoas se casavam e se separavam após 15 anos de convivência e com muito pesar. Agora, as pessoas se casam e se separam em seis meses de união sem grandes motivos aparentes. Por que será que isso acontece? Acho eu, na minha então insignificância, que há hoje uma facilidade muito grande. Explico. Se o cara não abaixa a tampa do vaso sanitário ou se a mulher não aperta a pasta dental nas pontas já se têm motivos para a separação. Não há mais aquele "vamos tentar" de antes... Tudo hoje é muito simples, muito fácil. E o contrário também é válido: você conhece alguém e em dois meses já está morando com ele porque se não der certo, é simples: separa! No primeiro obstáculo a ser superado, o amor (ou o pseudo-amor) acaba. Entendem o que eu digo? E além do mais,tem aquele velho conhecido do ser humano: o egoísmo...
Acho isso tudo muito estranho. Quero casar para ficar casada até morrer, quero investir em algo em que eu realmente acredite e não simplesmente me arriscar porque em não dando certo, posso catar as minhas coisas, mudar de casa e depois de seis meses me aventurar em outro casório ou "união estável" novamente - ou seria mais apropriado o termo "instável"??
Sei lá... Deve ser aquela eterna busca do ser humano: a busca pelo novo, pela aventura, pela felicidade... A busca por coisas que nem mesmo sabemos se são reais ou não... Não estou aqui querendo julgar ninguém... só filosofando e pensando no porquê de se mudar tanto de par, com tanta rapidez, com tanta facilidade, como se as pessoas, corações e mentes fossem coisas descartáveis - "coisas"... usei mesmo o termo certo.
Se eu hoje te amo - como vi escrito no bilhetinho de uma aluna hoje para um aluno - amanhã, eu já amarei o seu melhor amigo: "Puxa, amor, aconteceu... Me desculpe." Que raio de amor é esse que passa tão rápido? Ou será que as pessoas hoje em dia não ficam mais juntas por amor, e sim por medo da solidão apenas ? Esta sim é uma boa questão que já discutimos aqui e este sim seria um bom argumento para justificar toda essa quantidade de (ex) amores...
Bom, eu não estou aqui para criticar ninguém, só desejo expor a minha opinião e nada mais. O que sei é que, no fundo, tudo isso tem a ver com uma insatisfação muito grande, um vazio interno gigantesco e uma busca por completar o buraco com qualquer objeto - mesmo que esse objeto seja um outro ser humano... O que sei é que, no fim das contas, macaco satisfeito não precisa e nem pula de galho em galho...
Um bom final de semana para todos.
Que Deus os abençoe.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mais uma noite de insônia...

Por que escolhemos a dor quando a felicidade nos bate à porta? Não sabemos exatamente o que nos leva a tomar esta ou aquela decisão, não sabemos qual mecanismo do nosso ser nos leva a escolher determinado caminho ou direção. Pelo menos não conscientemente.

Como animais que somos temos a noção do perigo. Nosso instinto nos avisa, acende a luz de alerta quando nos aproximamos do perigo, mas a curiosidade humana nos leva a seguir em frente, mesmo sendo o perigo iminente. Queremos provar, experimentar e degustar aquilo que nos parece tão apetitoso. E depois de provado, resta-nos o gosto amargo da lembrança. Lembrança esta que pode ser boa ou ruim... E na pior das hipóteses, pode ser saudosa.


Sabíamos desde o início: "não entre, área restrita". Mas insistimos, entramos e provamos o que não era pra ser provado. E depois ? Sentimos falta. O doce nos é tirado da boca e ficamos desejosos de mais e mais. Mas esse mais não existe, a fantasia se desfez e você está novamente só, como antes. Aquilo que era perfeito mostra-se na realidade imperfeito, aquilo que lhe parecia bom e salutar mostra-se agora ruim e maléfico. Destrói seu organismo, seus pensamentos, sua razão, seu coração. E você? Insiste mesmo assim em querer mais. Deseja simplesmente saciar a sua vontade, o seu desejo, mesmo que seja irreal, mesmo que seja uma ilusão ótica. E por quê? Porque preferimos o que nos mata àquilo que nos dá vida. Preferimos a dor, o incerto, o imaginário simplesmente porque não conseguimos enxergar algo que nos seja maior e mais concreto. Preferimos a lembrança, a incerteza constante, a migalha. E é assim que somos. Acostumados ao pouco, somos incapazes de enxergar que o pouco não nos completa, ao contrário, o pouco abre vazios ainda maiores.

O pouco, a migalha... é com isso que nos contentamos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Verborragia

Queria ter um assunto muito interessante para postar, mas realmente não tenho. Depois de três dias INTEIROS de cama, tive muitos pensamentos e alguns delírios também.
Vejam vocês, me lembrei, por exemplo, que abril costumava ser um mês especial para mim. Realmente eu devia estar tendo delírios tamanhos porque há anos eu não me lembrava disso. Pois bem, lembrei. E fiquei forçando a mente para recordar qual era o dia especial exatamente, mas felizmente não lembrei. Ufa. Depois, fiquei pensando naquelas velhas coisas de sempre: será que ele lembra, será que ele já casou, será que ele pensa... e essas baboseiras que a gente só pensa quando está com TPM ou doente em cima de uma cama, como era o meu caso. Enfim.
Nada util me apareceu na ideia. Talvez eu devesse falar sobre o efeito do paracetamol no organismo ou ainda do dexclorfeniramina SEIS mg no sistema nervoso de um ser humano... mas nem isso sou capaz... No momento, simplesmente estou aqui, tentando entender como posso ter engordado mais dois quilos em tão pouco tempo... Eu estava tão bem no Rio com os meus 6?kg...(será que é porque passei as duas últimas semanas sem malhar por causa da rinite crônica e comendo os milhões de chocolates que ganhei dos meus alunos queridos?? Talvez).
Tive sonhos estranhos também durante meu repouso forçado... Sonhei com "aquele-que-não-posso-dizer-o-nome" (sonhei que ele havia me deixado um recado no orkut... Vê se pode.). Depois sonhei que meu pai tinha morrido. Depois sonhei que tinham rebocado o meu carro. Depois sonhei com meu cachorro. Depois sonhei com o mineirinho mais fofo do mundo (uai, todos não são?? rs). Depois sonhei, sonhei e sonhei... aff, o que mais fiz no final de semana foi sonhar... Afinal, era um "dorme-acorda" sem tamanho... Pena que eu sempre acordava sem ar - era o efeito do remédio passando. Ou seja, hora de nova dose e mais uma hora de soninho...
Hoje vim trabalhar. Pensando na minha mais nova decisão profissional, confesso... Mas também pensei em coisas da minha profissão atual... em frases que ouvi semana passada: "seus alunos se apegam afetivamente a você". Essas palavras não querem mais sair da minha cabeça e eu sei que é a mais pura verdade... Sei o quanto eles se apegam a mim (ok, eu também me apego a eles)... Lembrei-me de quando ouvi isso na Comunidade há alguns anos e fiquei, sinceramente, pensando nessa atração que exerço sobre algumas pessoas... Sei também que é preciso ter muito cuidado com isso... o tempo todo. Principalmente sendo eu um ser tão inconstante. O problema é que às vezes eu me esqueço dos tais laços... Lembra da raposa e do Pequeno Príncipe ?? "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"... Mais ou menos isso.
Enfim. Muitos pensamentos me vieram a tona de sexta-feira para cá. Muitas lembranças e algumas decisões também. Confesso que mais lembranças do que decisões. Velhas saudades, velhos fantasmas, velhos sonhos e velhas promessas vieram me dizer "oi". Talvez por isso minha crise de rinite tenha sido tão forte. Tanta velharia só podia mesmo me fazer mal...
Bom, acho que é isso... desejo a todos uma excelente semana e me desculpem a falta de jeito às vezes... Um beijo enorme.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

E para os interessados...

Sim, continuo sem note... mas pelo menos agora o carinha da assistência me deu uma data: dia 26/04 eles me devolvem meu brinquedinho (imaginem um "uhul" beeem desanimado... rs)
Enfim.

Questões do tipo "a quem interessar possa":

- Continuo doente (saco... duas semanas seguidas... não aguento mais!);
- A "casa nova" corre sério risco de virar "casa velha" dentro em breve... (isso segundo a minha mãe crazy, óbvio);
- As aulas estão tranquilas;
- Terminei "Depois daquela viagem" e recomendei para um monte de gente - aliás, recomendo pra vcs tb!;
- Conversei esta semana com um escritor e um jornalista e quer saber? Finalmente escolhi o que quero ser quando crescer... Um doce para quem adivinhar...
- Descobri que tenho medo de (novos) relacionamentos. E ponto. (e pra falar a verdade tenho medo até de admitir isso....)

Ah! Já tenho próxima parada novamente: SÃO PAULO!! Em maio estarei por aí curtindo umas baladinhas... Só quero ver qual vai ser!!!

Beijos e beijos e até depois!!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Parênteses

E estando em solo carioca, já posso dizer...

ISSO AQUI SIM É O PARAÍSO !!!!

Aff, aff.....

sábado, 27 de março de 2010

Sobre voos duplos

Dizem que é porque sou do signo de câncer, dizem que é porque sou regida pela lua, dizem também que é porque sou mimada. Eu ? Eu não digo nada. Admito, sou de fases e vou de 0 a 100 em alguns segundos. Sei também que sempre quero o mundo inteiro... Não me contento só com um pedaço dele... Fazer o quê? Mudo de humor e desejos assim... num piscar de olhos. E garanto: uma opção nunca é o bastante pra mim... Isso é fato.

Hoje me empolguei com o nada. Com o nada não... Na verdade, me empolguei com o errado, com aquilo que eu não deveria. Mas e daí, me empolguei e pronto. Senti-me bem e confiante de que os meus desejos (às vezes) são realizáveis e possivelmente realizados... (Já dizia alguém: "cuidado com o com os seus desejos porque eles podem se tornar realidade"). Mas não me importo, iniciei um jogo com passos maiores. Reparem, o jogo já existia, mas por alguma posição da lua, HOJE resolvi colocar mais fichas na mesa e arriscar um pouco mais. Aliás, bem mais. Adoro apostas altas... Sempre altas.

A questão é que às vezes sinto-me como uma "Super-Mulher". Mas uma heroína politicamente incorreta. Daquelas que sempre conseguem as coisas que querem, mesmo qdo essas coisas não são exatamente as mais corretas do mundo... E hoje estou nesse dia: politicamente incorreta. E não por maldade, mas porque às vezes também desejo olhar apenas para o meu umbigo e não para o mundo ao redor... Tá, hoje estou terrivelmente egoísta e feliz com as coisas "erradas" que eu faço. E pronto. Hoje estou naqueles dias em que simplesmente quero voar para a direção errada, me lançar num voo sem apoio, deixar o corpo flutuar e parar somente naquele lugar improvável. Eu disse "lugar improvável" ? O que é isso mesmo ? Eu não sei. Mas tem gente que jura que sabe onde fica e diz que passa a léguas de distância para não correr o risco...


Me atinei para uma coisa agora: será que duas metades de um coração formam dois corações novos ? E se o meu coração tiver sido partido em mil pedaços, será que terei mil corações novos ??? Bom, não sei. Se alguém souber, por favor... Entre em contato! E é urgente, tá ?? rs


É isso então... beijos e bom final de semana e que venha a SEMANA SANTA!!!!! Uhull!


sábado, 6 de março de 2010

Era uma vez uma menina
Uma menina que por ser tão linda foi agraciada com uma profecia
E a profecia dizia que sendo ela tão linda
Ninguém jamais seria digno dela
A menina cresceu e não entendeu
Resolveu lutar contra o destino
Buscou oráculos, sábios e deuses
Nada adiantou
Não conseguindo livrar-se de tal destino
Trancafiou-se em uma torre alta
Tão alta que ninguém jamais poderia alcançá-la
Sem perceber
Apressou o seu destino.
Apressou-o e impediu que ele se cumprisse.
O destino não queria que ninguém a alcançasse
A profecia era
"Ninguém seria digno dela"
E não "a solidão será sua companhia"
Sentindo-se impotente diante do que entendera
Achou melhor fazer o que lhe convinha
Ao tentar livrar-se do que pensava ser o seu destino
Aproximou-se do que ela mais temia
A solidão passou a ser sua companhia
Com seus muros e paredes apenas